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quinta-feira, 16 de junho de 2011

RIO SÃO FRANCISCO

O rio São Francisco é um dos mais importantes cursos d'água do Brasil e de toda a América do Sul. Sua nascente está localizada no município de São Roque de Minas, na Serra da Canastra (estado de Minas Gerais) a aproximadamente 1200 metros de altitude. O rio também atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas, e, por fim, deságua no Oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 000 km² e atingindo 2 830 km de extensão. Seu nome indígena é Opará e também é carinhosamente chamado Velho Chico. Apresenta dois estirões navegáveis: o médio, com cerca de 1.371 km de extensão, entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA) / Petrolina (PE) e o baixo, com 208 km, entre Piranhas (AL) e a foz, no Oceano Atlântico. O rio São Francisco atravessa regiões com condições naturais das mais diversas e tem cinco usinas hidroelétricas. As partes extremas superior e inferior da bacia apresentam bons índices pluviométricos, enquanto os seus cursos médio e submédio atravessam áreas de clima bastante seco. Assim, cerca de 75% do deflúvio do São Francisco é gerado em Minas Gerais, cuja área da bacia ali inserida é de apenas 37% da área total. A área compreendida entre a fronteira Minas Gerais-Bahia e a cidade de Juazeiro(BA), representa 45% do vale e contribui com apenas 20% do deflúvio anual. Os aluviões recentes, os arenitos e calcários, que dominam boa parte da bacia de drenagem, funcionam como verdadeiras  esponjas para reterem e liberarem as águas nos meses de estiagem, a tal ponto que, em Pirapora (MG), Januária (MG) e até mesmo em Carinhanha (BA), o mínimo se dá em setembro, dois meses após o mínimo pluvial de julho. À medida que o São Francisco penetra na zona sertaneja semi-árida, apesar da intensa evaporação, da baixa pluviosidade e dos afluentes temporários da margem direita, tem seu volume d'água diminuído, mas mantém-se perene, graças ao mecanismo de retroalimentação proveniente do seu alto curso e dos afluentes no centro de Minas Gerais e oeste da Bahia. Nesse trecho o período das cheias ocorre de outubro a abril, com altura máxima em março, no fim da estação chuvosa. As vazantes são observadas de maio a setembro, condicionadas à estação seca. Mapa da extensão total do rio São Francisco. Em seus 2.830 km o rio passa por cinco estados brasileiros. Como escreveu Guimarães Rosa, sua história tem sido a história do sofrimento de um rio que há mais de quinhentos anos é fonte de vida e riqueza. Seu descobrimento é atribuído ao navegador florentino Américo Vespúcio, que navegou em sua foz em 1501. O nome é homenagem a São Francisco de Assis, festejado naquela data. A 4 de Outubro de 1501, uma expedição de reconhecimento descia a costa brasileira, rente ao litoral, comandada por André Gonçalves e Américo Vespúcio e vinda do Cabo de São Roque. A região da foz era habitada pelos índios, que a chamavam Opará, que significa algo como “rio-mar”. Outra expedição, em 1503, chegou à foz, comandada por Gonçalo Coelho, outra vez com Américo Vespúcio. O rio era visitado apenas nas cercanias da foz, pois a mata, a caatinga desconhecida e as tribos ferozes impediam os brancos de penetrar na terra.[carece de fontes?] Em 1522, o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira, fundou a cidade de Penedo, no atual estado de Alagoas. Foi o primeiro núcleo povoador das margens, fundada a quase 40 quilômetros da costa. A localização estratégica do povoado, à porta do sertão, mereceu também atenção dos holandeses, tanto que, mais tarde, em 1637, conseguiram nele erigir um forte. Os franceses já frequentavam a costa, e com certeza por volta de 1526 na foz do rio São Francisco, tanto que uma pequena baía, próxima à foz, recebeu o nome de Porto dos Franceses. Nas proximidades, ocorreu o famoso naufrágio de uma nau que levava D. Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo do Brasil. Escapando do naufrágio, em 1556, foi preso e devorado pelos índios Caetés que aí viviam. As tribos indígenas que ali viviam eram chamadas, pelos tupis, de tapuias pois era assim que chamavam qualquer tribo que não tivesse a mesma língua. Havia basicamente na costa do Brasil dois grupos distintos: os tupis e os gês. A colonização do vale do médio rio se efetuou em duas épocas distintas, a segunda delas quase um século depois da outra. Os primeiros estabelecimentos no médio São Francisco iniciaram-se no extremo a jusante. Exploradores de Olinda, fundada em 1534, e de Salvador, em 1549, se aventuraram pelo vale do rio entre dificuldades imensas, dadas à agressividade da natureza e à presença de selvagens. Um dos primeiros núcleos de colonização foi estabelecido em Bom Jesus da Lapa. Uma expedição vinda de Olinda, entre 1534 e 1550, chegou à região, atingindo Lapa. Anos depois outra expedição, de Salvador, aí esteve. Na metade do século, um grupo de 200 homens fundou ali um estabelecimento e numerosas fazendas de gado. No fim do século XVII a história registra a existência de uma fazenda de gado, próxima à atual cidade da Barra, o principal posto de abastecimento do médio São Francisco. Com a autorização da Coroa portuguesa, em 1543 começou a criação de gado, atividade que marca a história do vale. A exploração se limitava ao litoral, principalmente por causa dos indígenas. Os pancararus, atikum, kimbiwa, truká, kiriri, tuxás e pancararés, são remanescentes atuais dos povos antigos. Mas lendas sobre riquezas inacreditáveis atraíam aventureiros. A cobiça, pois se pensava encontrar ouro e pedras preciosas, acabou fazendo com que se aventurassem. Corriam, sobretudo em Porto Seguro, informações delirantes sobre tribos que se enfeitavam com ouro, pedras verdes, cristalinos diamantes. Por ordem do rei D. João III, o governador-geral Tomé de Sousa determinou a exploração do rio, em 1553, a Francisco Bruza de Espinosa, que formou a primeira entrada de penetração, levando um jesuíta basco, João de Azpilcueta Navarro. O roteiro dessa viagem e uma carta do padre são os primeiros documentos que descrevem o rio São Francisco. Não se acharam, porém, as sonhadas minas de ouro e prata como havia nas terras espanholas do Alto Peru. Duarte Coelho Pereira, governador, organizou uma expedição cujos navios entraram pela foz, tendo lutado contra os franceses ali encontrados, que faziam escambo com os indígenas, e os expulsou. Nessa oportunidade, navegou poucas léguas rio acima. Em 1560, um filho de Duarte Coelho, Duarte Coelho de Albuquerque, o segundo donatário de Pernambuco, com Jorge, seu irmão, lutou cinco anos contra os caetés. Em 1561, o rio foi visitado pela expedição de Vasco Rodrigues de Sousa e, em 1575, na entrada denominada de "Mata-Negro". Marco de Azevedo viajou ao interior com um grupo, em 1577. Sabe-se, também, que em 1583 João Coelho de Sousa penetrou o sertão e chegou ao rio. Em 1587, o governador Luís de Brito determinou a exploração do rio São Francisco e entregou a responsabilidade a Sebastião Álvares, numa iniciativa fracassada. Gaspar Dias de Ataíde e Francisco Caldas viram uma sua expedição dizimada em 1588. Em 1590, Cristóvão de Barros entrou pela região que hoje é o estado de Sergipe, até o baixo São Francisco, estabelecendo um caminho que serviria aos colonizadores e como defesa contra os franceses. Em 1595, um descendente de Caramuru, Melchior Dias Moreira, de acordo com carta escrita ao Conde de Sabugosa, teria penetrado e ultrapassado o rio São Francisco. Guiados pela cobiça, os colonizadores foram dizimando os índios, que fugiam para o planalto central. Assim, ergueram-se os primeiros e pequenos arraiais, iniciando o domínio da região, onde o ouro e as pedras preciosas. A alcunha «rio da integração nacional» se deve às entradas e bandeiras que nos séculos XVII e XVIII usaram-no como rota para penetrar no interior. Seu outro nome, «rio dos Currais» se deve por ter servido de trilha para fazer descer o gado do Nordeste até a região das Minas Gerais, sobretudo, no início do século XVIII, quando se achava ali o ouro que fez afluir milhões de pessoas à terra e fazendo, assim, a fortuna de muita gente e, afinal, integrando a região Nordeste às regiões Leste, Centro-Oeste e Sudeste. Em 1675, jazidas de ouro são encontradas em afluentes do São Francisco pela bandeira de Lourenço de Castanho que massacrou os cataguases da região. Entre as dezenas de expedições dos bandeirantes que palmilharam o São Francisco contam-se Matias Cardoso, Domingos Jorge Velho, Domingos Sertão, Borba Gato e Domingos Mafrense - este último subiu alguns afluentes, chegando às nascentes do rio Parnaíba. Em sua homenagem, há uma cidade chamada Vila Mafrense, no município de Paulistana, Piauí. Nesta época, os reinóis enfrentavam ainda a resistência de escravos fugitivos. Os quilombos formavam uma verdadeira república negra que desafiou por muito tempo o domínio da Coroa. Em 20 de dezembro de 1695, uma tropa mercenária, contratada por Portugal e os usineiros de açúcar da capitania de Pernambuco, destruiu o último foco da resistência armada dos escravos, ligadas ao famoso Quilombo dos Palmares. O Ciclo do ouro começou realmente com a bandeira de Fernão Dias Paes Leme, nas últimas décadas do século XVII. O rio das Velhas e o rio São Francisco formavam o caminho natural para o litoral e para o Reino. São Francisco acima subiam as mercadorias necessárias às minerações e fazendas, os barcos que regressavam traziam ouro. Logo se formaram quadrilhas de assaltantes nas estradas e, principalmente, no rio. Para combatê-las, as autoridades designaram bandeirantes como Matias Cardoso de Almeida, seu filho Januário Cardoso e Domingos do Prado Oliveira. Como muitas quadrilhas se refugiavam nas aldeias indígenas, o fato serviu de pretexto a expedições genocidas, como a que Januário Cardoso e o português Manuel Pires Maciel Parente comandaram, destruindo a da maior aldeia indígena daquela região - Itapiraçaba, dos índios caiapós. Também no século seguinte o bando de Domingos do Prado Oliveira destroçou a grande aldeia dos Guaiabas, na ilha fronteira a São Romão, pavoroso genocídio no início do século XVIII. Este bandeirante e sua gente tinham como base o povoado de Pedras de Cima, depois denominado Pedras dos Angicos.
Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 13 de junho de 2011

CUPINS UMA PRAGA

cupim vs. formiga

Tratamentos e bons métodos de construção não conseguem impedir uma infestação por completo. Os proprietários de imóveis em áreas com grande incidência de cupins têm de ficar atentos em busca de sinais desses insetos. Normalmente, o primeiro sinal de infestação é o surgimento de um enxame. Se encontrar alados dentro de sua casa, eles provavelmente entraram pelas paredes, o que faz disso um sinal certo de que há cupins em sua casa. Caso o enxame esteja do lado de fora, especialmente se estiver vindo de um pedaço de tronco ou árvore, a infestação, contudo, pode não ter chegado a sua casa ainda. Os alados podem ser bem parecidos com formigas. Veja como diferenciá-los:
formigas têm cintura fina. Cupins, não; as asas anteriores das formigas são bem mais longas do que as posteriores. As asas de cupins formigas têm o mesmo tamanho e podem repousar sobre toda a extensão de seu corpo; as antenas das formigas são tortas. As antenas dos cupins não se dobram e parecem uma corrente de pérolas bem fina.
Aqui vão outros sinais comuns de infestação de cupins em casas: Asas: os alados perdem suas asas logo após o enxame. Quando os alados estão dentro de casa, normalmente perdem as asas sobre peitoris de janelas ou perto de lâmpadas.
Madeira em decomposição: os danos causados por cupins geralmente seguem a granulação da madeira e eles também revestem a madeira danificada com solo. Danos causados por outras fontes, como água ou fungos, não seguem esse padrão.
Tubos de abrigo: os cupins escavam tubos em blocos de construção, concreto, tijolos e outras superfícies para chegar até a madeira. Às vezes, se abrir os tubos, verá operários vivos lá dentro.
O estrago causado pelos cupins acontece de dentro para fora, e por isso pode ser difícil detectar uma infestação. Caso a madeira em sua casa soe oca quando você bate nela com um martelo, pode haver cupins lá dentro. Outra alternativa é usar uma chave de fenda ou furador de gelo para sondar qualquer lugar em que acredite haver cupins. Esse método revela se há madeira danificada e até se os próprios cupins estão no local.
Tratar uma infestação de cupins requer um exterminador profissional.
Se descobrir uma infestação de pulgas ou baratas (em inglês) em sua casa, normalmente é possível cuidar delas com produtos normais comprados em um mercado. O mesmo, contudo, não é verdade no caso dos cupins. Embora alguns dos produtos químicos que matam pulgas e baratas também matem cupins, aplicá-los no caso de uma infestação de cupins requer ferramentas especiais e treinamento.
Quando um exterminador vem a sua casa, ele primeiro vai verificar se os cupins são mesmo os culpados. Outros insetos, incluindo abelhas carpinteiras e algumas espécies de formigas, também podem causar estragos em casas de madeira. Algumas pessoas até mesmo confundem danos causados por água com os causados pelos cupins. Um exterminador utiliza ferramentas como longas sondas, sensores de calor, sensores de som, câmeras infravermelhas, martelos e brocas para procurar os danos causados por cupins.
Se o exterminador encontrar sinais conclusivos de cupins, pode utilizar um destes três tratamentos: iscas são madeira, papelão ou outros produtos com celulose embebidos em um pesticida. Os cupins comem as iscas e levam as partículas de volta aos ninhos, envenenando o resto da colônia; os repelentes desencorajam os cupins de entrar em uma área específica, ajudando a evitar que os cupins colonizem um novo ponto em sua casa; já os cupincidas matam os cupins. Algumas vezes, os exterminadores têm de bombear centenas de litros de cupincida nos ninhos para tratar a infestação. Outra tática envolve a aplicação de um inseticida em toda volta da sua casa e em todos os possíveis pontos de entrada de cupins. Isso evita que eles entrem, e os que já estão lá dentro costumam morrer de desidratação.
Felizmente, leva anos para que os cupins consigam causar danos significativos a uma casa.
Por isso, se descobrir uma infestação em sua propriedade, ainda terá tempo de obter opiniões de vários exterminadores. Antes de tomar uma decisão final, descubra que tipo de garantia o exterminador oferece e se você terá de pagar por outros tratamentos caso os cupins reapareçam. Nos EUA, também é possível entrar em contato com um escritório local do Ministério de Agricultura para aprender como são as leis que regulam o controle de cupins. Assim, a pessoa tem a certeza de que o exterminador selecionado é licenciado e qualificado.
Fonte: UOL ComotudoFunciona

sábado, 11 de junho de 2011

São João da Barra, 10 de junho de 2011.

Prezado (a)
Como desdobramento da II Conferência Local de Controle Social, realizada em 18 de maio de 2011, nas instalações da Câmara Municipal, queremos convidá-lo para a etapa de
desdobramento da mesma, onde discutiremos sobre os temas que deverão ser priorizados no avanço do trabalho que busca investigar o processo de andamento das medidas
compensatórias do porto do Açu. Lembramos que, apesar do sucesso de nossa conferência,
não obtivemos informações sobre o objeto de nosso interesse, daí a necessidade da presente reunião de trabalho.
A reunião será no dia 14 de junho (terça feira) às 18h: 30 minutos no Clube Fluminense –
Centro São João da Barra.
A sua presença é muito importante, venha participar desse esforço que poderá mudar os rumos de nossa cidade.
Fonte: Professor Hamilton

sexta-feira, 10 de junho de 2011

SÃO JOÃO DA BARRA RJ 09/06/2011 CAMARA DE VEREADORES EM GUERRA

Dois vereadores brigaram com socos no plenário da Câmara Municipal de São João da Barra, RJ, durante a sessão na noite desta quinta-feira (9). O vereador Alexandre Rosa, que teria levado um soco do colega,  zezinho Camarão, foi parar no hospital  e depois  foi encaminhado ao IML de Campos dos Goytacazes para fazer exame de corpo de delito, já Camarão poderá perder o mandato por quebra de decoro parlamentar.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dia Mundial do Meio Ambiente – Semana Ambiental

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972, marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.
Desde então no dia 05 de Junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, que chama a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.
A preservação, comunicação pode ser tão importante e lucrativa quanto desmatar, especular, construir hidroelétricas, demarcar matas ciliares, não proibir ou acabar com as construções irregulares no sopé das montanhas (morros), a comunicação ambiental é muito importante.
Em fevereiro, três reatores de uma usina nuclear em Fukushima não resistiram como seus donos prometiam a um terremoto seguido de tsunami e derreteram, provocando o maior desastre do gênero desde a explosão dos reatores de Chernobyl na Ucrânia, em 1986. Aqui também tivemos, em janeiro, nossa dose de desastres ambientais.
São José do Vale do Rio Preto RJ 01/2011
A velha equação brasileira de ocupação irregular de morros e encostas – com a consequente derrubada da cobertura florestal dessas áreas, que servia como proteção contra as intempéries da natureza – encontrou-se com chuvas torrenciais na serra Fluminense. O resultado foi uma catástrofe.
Mais de 900 pessoas morreram sob deslizamentos de terra ou afogados por enxurradas, que arrastaram também as plantações da região que abastacem o Rio de Janeiro com hortaliças. Apesar dessa eloquente mensagem da natureza, a bancada ruralista na Câmara Federal aproveitou-se da omissão do governo no assunto e aprovou mudanças no nosso Código Florestal, 
Campo do Coelho Nova Friburgo 11/2010
anistiando desmatadores, consolidando ocupações irregulares e deixando à mercê da motosserra 22 milhões de hectares de matas nativas.
A Floresta Amazônica é a floresta tropical que forma a maior parte da Amazônia. É uma das três grandes florestas tropicais do mundo. A hileia amazônica (como a definiu Alexander von Humboldt) possui a aparência, vista de cima, de uma camada contínua de copas, situadas a aproximadamente 50 metros do solo.
Eu acho que a Amazônia não deveria ser nem tocada, nem reserva do 80% nem nada, eu já tive a honra de
conhecer um pouco da Amazônia, Rondônia, Acre e Mato Grosso, em Rondônia nos anos 80 existiam mogno e cedro rosa, madeiras consideradas nobres, que hoje não existem mais, ENCONTRAVAM-SE PLANCHÕES DE MOGNO E CEDRO COM DOIS METROS DE LARGURA. ISSO NÃO EXISTE MAIS.
A Amazônia ou Amazónia é uma região natural da América do Sul, definida pela bacia do rio Amazonas e coberta em grande parte por floresta tropical - a Floresta Amazônica (também chamada de Floresta Equatorial da Amazônia ou Hileia Amazônica) - a qual possui 60% de sua cobertura em território brasileiro. A bacia hidrográfica da Amazônia possui muitos afluentes importantes tais como o rio Negro, Tapajós e Madeira, sendo que o rio principal é o Amazonas, que passa por outros países antes de entrar em território brasileiro. O rio Amazonas nasce na cordilheira dos Andes e estende-se por nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. É considerado o maior rio do mundo, em extensão e volume de águas.
No Brasil, para efeitos de governo e economia, a Amazônia é delimitada por uma área chamada "Amazônia Legal" definida a partir da criação da SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), em 1966.
É chamado também de Amazônia o bioma que, no Brasil, ocupa 49,29% do território e abrange três (Norte, Nordeste e Centro-Oeste) das cinco divisões regionais do país, sendo o maior bioma terrestre do país.
Uma área de seis milhões de hectares no centro de sua bacia hidrográfica, incluindo o Parque Nacional do Jaú, foi considerada pela UNESCO, em 2000 (com extensão em 2003), Patrimônio da Humanidade.
O nome Amazônia deriva de "amazonas", mulheres guerreiras da Mitologia grega. Segundo a lenda, as amazonas pertenciam a uma tribo, comandada por Hipólita, que não aceitava homens: as crianças de sexo masculino eram mortas ao nascer. Amazona significa a=sem, mazôn=centro ou sem centro, em grego. Quando Francisco de Orellana [1] desceu o rio em busca de ouro, descendo os Andes em 1541, deparou-se com as índias icamiabas. A belicosa vitória das icamiabas contra os invasores espanhóis foi tamanha que o fato foi narrado ao rei Carlos V de Habsburgo, o qual, inspirado nas guerreiras hititas [2] ou amazonas, batizou o rio de Amazonas. Amazonas é o nome dado pelos gregos às mulheres guerreiras. O termo Amazônia, no sentido de região, foi utilizado pela primeira vez em O País das Amazonas, do Barão Santa Anna Néri (1899).
A bacia amazônica abrange uma área de 7 milhões de km², compreendendo terras de vários países da América do Sul, e é a maior bacia fluvial do mundo. De sua área total, cerca de 3,8 milhões de km² encontram-se no Brasil, abrangendo os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará , Amapá e Tocantins.
A bacia amazônica é formada pelo rio Amazonas e seus afluentes. Estes estão situados nos hemisférios sul e norte do globo e, devido a esse fato, o rio Amazonas tem dois períodos de chuvas.
A Floresta Amazônica é a floresta tropical que forma a maior parte da Amazônia. É uma das três grandes florestas tropicais do mundo. A hileia amazônica (como a definiu Alexander von Humboldt) possui a aparência, vista de cima, de uma camada contínua de copas, situadas a aproximadamente 50 metros do solo.
A dificuldade para a entrada de luz pela abundância de copas faz com que a vegetação rasteira seja muito escassa na Amazônia, bem como os animais que habitam o solo e precisam desta vegetação. A maior parte da fauna amazônica é composta de animais que habitam as copas das árvores, entre 30 e 50 metros. Não existem animais de grande porte, como nas savanas. Entre as aves da copa estão os papagaios, tucanos e pica-paus. Entre os mamíferos estão os morcegos, roedores, macacos e marsupiais.
O solo amazônico é bastante pobre, contendo apenas uma fina camada de nutrientes. Apesar disso, a flora e fauna mantêm-se em virtude do estado de equilíbrio (clímax) atingido pelo ecossistema. O aproveitamento de recursos é ótimo, havendo mínimo de perdas. Um exemplo claro disso está na distribuição acentuada de micorrizas pelo solo, que garantem às raízes uma absorção rápida dos nutrientes que escorrem a partir da floresta, com as chuvas. Também forma-se no solo uma camada de decomposição de folhas, galhos e animais mortos que rapidamente são convertidos em nutrientes e aproveitados antes da lixiviação
A diversidade de espécies, porém, e a dificuldade de acesso às altas copas, faz com que grande parte da fauna ainda seja desconhecida.
A fauna e flora amazônicas foram descritas no impressionante Flora Brasiliensis (40 volumes), de Carl von Martius, naturalista austríaco que dedicou boa parte de sua vida à pesquisa da Amazônia, no século XIX
Fonte: Wikipdia- fotos e parte do texto Arturo

domingo, 5 de junho de 2011

Fontes alternativas de combustíveis


Vieira, Nova Friburgo RJ em 5/2010
Fontes alternativas de combustíveis
Combustíveis gasosos
bio-hidrogénio: hidrogénio produzido a partir de biomassa e/ou da fração biodegradável de resíduos, para utilização como biocombustível;
biogás: gás combustível produzido a partir de biomassa e/ou da fração biodegradável de resíduos, que pode ser purificado até à qualidade do gás natural, para utilização como biocombustível ou gás de madeira;
Gás de síntese ou gasogênio: - gases obtidos ("fabricados") através dos processos de gaseificação e/ou pirólise.
Combustíveis liqüidos
bioetanol: etanol produzido a partir de biomassa e/ou da fração biodegradável de resíduos para utilização como biocombustível;
biodiesel: éster metílico e/ou etílico, produzido a partir de óleos vegetais ou animais, com qualidade de combustível para motores diesel, para utilização como biocombustível;
biometanol: metanol produzido a partir de biomassa para utilização como biocombustível;
bioéter dimetílico: éter dimetílico produzido a partir de biomassa para utilização como biocombustível;
bio-ETBE (bioéter etil-terc-butílico): ETBE produzido a partir do bioetanol, sendo a porcentagem em volume de bio-ETBE considerada como biocombustível igual a 47%;
bio-MTBE (bioéter metil-terc-butílico): combustível produzido com base no biometanol, sendo a porcentagem em volume de bio-MTBE considerada como biocombustível de 36%;
biocombustíveis sintéticos: hidrocarbonetos sintéticos ou misturas de hidrocarbonetos sintéticos produzidos a partir de biomassa;
 óleo vegetal puro produzido a partir de plantas oleaginosas: óleo produzido por pressão, extração ou processos comparáveis, a partir de plantas oleaginosas, em bruto ou refinado, mas quimicamente inalterado, quando a sua utilização for compatível com o tipo de motores e os respectivos requisitos relativos a emissões.
 óleo vegetal usado produz-se biodiesel com o óleo vegetal usado em cozinhas através de um processo chamado transesterificação.
O Brasil pode perder o domínio na tecnologia de produção de etanol devido à falta de investimento em novos meios para retirar álcool do bagaço e da folhagem da cana-de
açúcar. É o que defendem especialistas ouvidos pela Agência Brasil. De acordo com eles, outros países avançam na pesquisa com álcool que tenha origem na celulose e bicombustível, ao mesmo tempo em que cresce a presença de empresas estrangeiras no setor.
O crescimento da demanda brasileira por energia elétrica até 2010 não precisaria ser suprido pelas hidrelétricas, responsáveis por 83% da eletricidade gerada no país. A necessidade pode ser atendida por uma matéria-prima que o Brasil possui em abundância: a cana-de-açúcar. Com o incentivo adequado, as usinas de cana podem gerar, até 2012, o equivalente a duas hidrelétricas de Itaipu. Para isso é preciso, no entanto, que sejam criadas políticas adequadas para estimular essa tecnologia. A avaliação é do pesquisador Suleiman José Hassuani, do Centro de Tecnologia Canavieira, um dos coordenadores de um projeto do PNUD realizado em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e com o GEF (Fundo para o Meio Ambiente Mundial).
As usinas de cana já são capazes de gerar energia elétrica para consumo próprio. Para produzir o açúcar e o álcool, elas utilizam o caldo da planta, extraído quando ela é moída. As sobras desse processo de esmagamento são fibras, o bagaço da cana. Para gerar energia, o bagaço é aquecido dentro de caldeiras. Parte desse processo resulta em energia mecânica e vai movimentar as máquinas das usinas, como as moendas. Outra parte transforma-se em energia em forma de vapor e é usada em outros equipamentos. Por fim, o restante vira eletricidade e é usado para iluminação e para fazer funcionar todos os aparelhos elétricos da fábrica, como ventiladores — tornando a usina independente da rede de fornecimento de energia elétrica.
Esse sistema utiliza caldeiras consideradas de baixa pressão, que possuem por volta de 22 bar (medida de pressão). Segundo Hassuani, se essas caldeiras de baixa pressão fossem trocadas por caldeira de alta pressão, de 65 bar, a eficiência do processo seria consideravelmente maior.
“Com o sistema de alta pressão você utiliza a mesma quantidade de bagaço de cana e gera muito mais energia”, explica Hassuani. Usinas de cana-de-açúcar criadas nos últimos anos escolheram utilizar caldeiras desse tipo e hoje são capazes de ajudar no fornecimento de energia de cidades vizinhas, segundo ele. As unidades produtoras mais antigas, porém, usam caldeiras de baixa pressão, e trocá-las pode ser um investimento caro demais. “As usinas só vão fazer isso quando o valor pago por quilowatt gerado compensar a compra do equipamento. Senão, elas não têm nada a ganhar”, afirma o coordenador do projeto.
Para haver a substituição das caldeiras, Hassuani defende políticas de incentivo ao uso dessa tecnologia. O potencial, segundo ele, compensa. A usina de Itaipu, atualmente a maior hidrelétrica do mundo em termos de capacidade de geração de energia produz entre 50 milhões e 55 milhões de megawatts/hora por ano (em 2009, Itaipu será superada pela hidrelétrica chinesa de Três Gargantas). De acordo com o pesquisador, se todas as usinas de cana-de-açúcar do país investissem em sistemas de alta pressão seria possível gerar até 2012 cerca de 100 milhões de megawatts/hora ao ano — o dobro de Itaipu. Hoje, o Brasil produz 3 milhões de megawatts/hora com cana-de-açúcar.
Segundo estudo do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial (Pensa), o Brasil é uma exceção entre os países que têm planos ousados de expansão do plantio para atender ao setor de bicombustíveis.
A maioria desses países não tem área disponível em amplitude suficiente para essa demanda.
Nos 14 países de maior área agrícola no mundo, 49% das terras agricultáveis ainda estão disponíveis para plantio. Entre eles, no entanto, poucos têm potencial para expandir fortemente o cultivo de grãos, de forma que a oferta possa atender à simultânea – e crescente – demanda das áreas de alimentos e biocombustíveis.
Ainda segundo o levantamento, de 1,862 bilhão de hectares de terras aráveis distribuídas em países como Brasil, e vejam bem o Brasil não precisa nem tocar na Amazônia, EUA, Rússia, Índia, China, além da União Européia, 917,7 milhões não são aproveitados para produção agrícola.
Fonte Wikipedia - Foto Arturo
A economia brasileira cresceu 4,2% no primeiro trimestre de 2011 na comparação com o mesmo período do ano de 2010, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) O PIB é a soma das riquezas produzidas por um país durante um determinado período de tempo. A sua variação anual reflete o quanto a economia produziu a mais, ou a menos, que no ano anterior.
Em relação ao último trimestre de 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,3%. De janeiro a março deste ano, a riqueza gerada foi de R$ 939,6 bilhões .
É duro ver tanta pobreza, ver um país que não que não tem verbas para pesquisas, educação e saúde, mas todos os dias são divulgados as falcatruas dos políticos, é um que compra imóvel em nome de laranja, outro que faz conchavos com latifundiários ( Ministros) ou...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Biomas terrestres

 
Amazônia ocupa uma área de 4.196.943 Km² e 49,29% do território nacional e que é constituída principalmente por uma floresta tropical. A Amazônia ocupa a totalidade dos territórios do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, e parte do território do Maranhão (34%), Mato Grosso (54%), Rondônia (98,8%) e Tocantins (9%). A Amazônia é formada por distintos ecossistemas como florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, várzeas, savanas, refúgios montanhosos e formações pioneiras.
O Acre é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado no sudoeste da região Norte e tem como limites os estados do Amazonas a norte, Rondônia a leste, a Bolívia a sudeste e o Peru ao sul e oeste. Ocupa uma área de 152.581,4 km², sendo pouco menor que a Tunísia.
Sua capital é a cidade de Rio Branco. Outras localidades importantes são:Cruzeiro do Sul, Feijó, Sena Madureira, Senador Guiomard e Tarauacá.
Esse estado é o extremo oeste da Região Norte do Brasil. Com uma hora a menos em relação ao fuso horário de Brasília (DF), nela se localiza o último povoamento do Brasil a ver o sol nascer, na serra da Moa, na fronteira com o Peru. A intensa atividade extrativista, que atingiu o auge no século XX, atrai brasileiros de várias regiões para o estado. Da mistura de tradições sulistas, paulistas, nordestinas e indígenas surgiu uma culinária diversificada, que junta a carne-de-sol com o pirarucu, peixe típico da região, pratos regados com tucupi, molho feito de mandioca.
O transporte fluvial, concentrado nos rios Juruá e Moa, a oeste do estado, e Tarauacá e Envira, a noroeste, é o principal meio de circulação, sobretudo entre novembro e junho, quando as chuvas deixam intransitável a BR-364, que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul.
A Floresta Amazônica é a maior formação florestal do planeta, condicionada pelo clima equatorial úmido. Equivale a 35% das áreas florestais do planeta. Possui uma grande variedade de fisionomias vegetais, desde as florestas densas até os campos. Florestas densas são representadas pelas florestas de terra firme, as florestas de várzea, periodicamente alagadas, e as florestas de igapó, permanentemente inundadas, que ocorrem por quase toda a Amazônia central. Os campos de Roraima ocorrem sobre solos pobres no extremo setentrional da bacia do rio Branco. As campinaranas desenvolvem-se sobre solos arenosos, espalhando-se em manchas ao longo da bacia do Rio Negro. Ocorrem ainda áreas de cerrado isoladas do ecossistema do cerrado do Planalto Central do Brasil. Nos topos dos morros geralmente aparecem áreas de campos rupestres, semelhantes ao cerrado.
Cerrado
Cerrado ocupa uma área de 2.036.448 Km², correspondente a 23,92% do território e que é constituído principalmente por savanas.[1] [4] O Cerrado ocupa a totalidade do Distrito Federal e parte do território da Bahia (27%), Goiás (97%), Maranhão (65%), Mato Grosso (39%), Mato Grosso do Sul (61%), Minas Gerais (57%), Paraná (2%), Piauí (37%), Rondônia (0,2%), São Paulo (32%) e Tocantins (91%).[2]
O Cerrado ocupa a região do Planalto Central brasileiro, sendo que há grandes manchas desta fisionomia na Amazônia e algumas menores na Caatinga e na Mata Atlântica. Seu clima é particularmente marcante, apresentando duas estações bem definidas. O Cerrado apresenta fisionomias variadas, indo desde campos limpos desprovidos de vegetação lenhosa a cerradão, uma formação arbórea densa. Esta região é permeada por matas ciliares e veredas, que acompanham os cursos d'água.
Mata Atlântica ocupa uma área de 1.086.289 Km² e 13,04% do território nacional e que é constituída principalmente por mata ao longo da costa litorânea que vai do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. A Mata Atlântica ocupa a totalidade dos território do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, e parte do território do estado de Alagoas (52%), Bahia (19%), Goiás (3%),

Rio Miranda 1985
Mato Grosso do Sul (14%), Minas Gerais (41%), Paraíba (8%), Paraná (98%), Pernambuco (17%), Rio Grande do Norte (5%), Rio Grande do Sul (37%), São Paulo (68%) e Sergipe (51%).[2] Mata Atlântica apresenta uma variedade de formações, engloba um diversificado conjunto de ecossistemas florestais com estruturas e composições florísticas bastante diferenciadas, acompanhando as características climáticas da região onde ocorre, tendo como elemento comum a exposição aos ventos úmidos que sopram do oceano.[5] A Mata Atlântica, incluindo as florestas estacionais semideciduais, originalmente foi a floresta com a maior extensão latitudinal do planeta, indo de cerca de 6 a 32oS. A variabilidade climática ao longo de sua distribuição é grande, indo desde climas temperados superúmidos no extremo sul a tropical úmido e semi-árido no nordeste. O relevo acidentado da zona costeira adiciona ainda mais ariabilidade a este ecossistema. Nos vales geralmente as árvores se desenvolvem muito, formando uma floresta densa. Nas encostas esta floresta é menos densa, devido à freqüente queda de árvores. Nos topos dos morros geralmente aparecem áreas de campos rupestres. No extremo sul a Mata Atlântica gradualmente se mescla com a floresta de Araucárias.
Caatinga
Caatinga abrange 9,92% do território nacional, ocupando uma área de 844.453 Km², é constituída principalmente por savana estépica.[1] [6] A Caatinga ocupa a totalidade do estado do Ceará e parte do território de Alagoas (48%), Bahia (54%), Maranhão (1%), Minas Gerais (2%), Paraíba (92%), Pernambuco (83%), Piauí (63%), Rio Grande do Norte (95%) e Sergipe (49%).[2]
Seu interior, o Sertão nordestino, é caracterizado pela ocorrência da vegetação mais rala do semi-árido, a caatinga. As áreas mais elevadas sujeitas a secas menos intensas, localizadas mais próximas do litoral, são chamadas de Agreste. A área de transição entre a Caatinga e a Amazônia é conhecida como Meio-Norte ou Zona dos Cocais. Grande parte do Sertão nordestino sofre alto risco de desertificação devido à degradação da cobertura vegetal e do solo.
Pampa que também é chamado de Campos do Sul ou Campos Sulinos ocupa uma área de 176.496 Km² correspondente a 2,07% do território nacional e que é constituído principalmente por vegetação campestre.[1] No Brasil o Pampa só esta presente do estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território gaúcho.[2] O Bioma caracteriza-se pela grande riqueza de espécies herbáceas e várias tipologias campestres, compondo em algumas regiões, ambientes integrados com a floresta de araucária.[7]
Pampas
Os terrenos planos das planícies e planaltos gaúchos e as coxilhas, de relevo suave-ondulado, são colonizados por espécies pioneiras campestres que formam uma vegetação tipo savana aberta. Há ainda áreas de florestas estacionais e de campos de cobertura gramíneo-lenhosa.
Pantanal que ocupa uma área de 150.355 Km² e 1,76% do território nacional e que é constituído principalmente por savana estépica alagada em sua maior parte.[1] O Pantanal esta presente em apenas dois estados brasileiros, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ocupando 7% do território do Mato Grosso e 25% do estado do Mato Grosso do Sul.[2] A região é uma planície aluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância.[8]
O Pantanal mato-grossense é a maior planície de inundação contínua do planeta, coberta por vegetação predominantemente aberta. Este ecossistema é formado por terrenos em grande parte arenosos, cobertos de diferentes fisionomias devido a variedade de microrelevos e regimes de inundação. Como área transicional entre Cerrado e Amazônia, o Pantanal ostenta um mosaico de ecossistemas terrestres com afinidades sobretudo com o Cerrado.
Mata de Araucárias: no Planalto Meridional Brasileiro, com altitudes superiores a 500m, destaca-se a área de dispersão do pinheiro-do-paraná, Araucária (angustifolia), que já ocupou cerca de 2,6% do território nacional. Nestas florestas coexistem representantes da flora tropical e temperada do Brasil, sendo dominadas, no entanto, pelo pinheiro-do-paraná. As florestas variam em densidade arbórea e altura da vegetação e podem ser classificadas de acordo com aspectos de solo, como aluviais, ao longo dos rios, submontanhas, que já inexistem, e montanhas, que dominavam a paisagem. A vegetação aberta dos campos gramíneo-lenhosos ocorre sobre solos rasos. Devido ao seu alto valor econômico a Mata de Araucária vêm sofrendo forte pressão de desmatamento.
Bioma marinho
O bioma marinho do Brasil situa-se sobre a "Zona Marinha do Brasil" e apresenta diversos ecossistemas.
A "Zona Marinha do Brasil" é o biótopo da Plataforma continental que apresenta largura variável, com cerca de 80 milhas náuticas, no Amapá, e 160 milhas náuticas, na foz do rio Amazonas, reduzindo-se para 20 a 30 milhas náuticas, na região Nordeste, onde é constituída, basicamente, por fundos irregulares, com formações de algas calcárias. A partir do Rio de Janeiro, na direção sul, a plataforma volta a se alargar, formando extensos fundos cobertos de areia e lama. A Zona Costeira Brasileira é uma unidade territorial, definida em legislação para efeitos de gestão ambiental, que se estende por 17 estados e acomoda mais de 400 municípios distribuídos do norte equatorial ao sul temperado do País. É um conceito geopolítico que não tem nenhuma relação com a classificação feita pela ecologia. A Zona Costeira Brasileira tem como aspectos distintivos em sua longa extensão através de diferentes biomas que chegam até o litoral, o bioma da Amazônia, o bioma da Caatinga e bioma da Mata Atlântica. Esses biomas com grande variedade de espécies e de ecossistemas, abrangem mais de 8.500 km de costa litorânea.
Fonte Google- Arturo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

"DEsMATANDO O CÓDIGO FLORESTAL"

A imprensa internacional acompanhou a votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados e destacou a "anistia a desmatadores" como consequência da aprovação do texto do deputado Aldo Rebelo e da emenda 164, do PMDB. O projeto e a emenda agora vão para votação no Senado.
A CARA DE CHARLATÃO DO ALDO E SEUS COMPARSAS ME DOE, O QUE ESPERAR DE UM PAÍS???????????????? Porque ganância (a palavra) não soa tão mal quanto: safado, bandido, porco? Então! Em meu próprio meio de trabalho sou obrigado a conviver com "pessoas que tratam especulador (destruidor de restinga) como grande amigo" ou dizem: olha temos que ver o lado "social" vá com cuidado, não pega pesado não, gente lado social de bandido é cadeia, ISSO É BRASIL.
O texto "apelo" a baixo me foi enviado por uma amiga de Blog Mai, como estava viajando só abri hoje, mas de tão importante eu o postei assim mesmo, pois vale para o Senado também.
Caros amigos de todo Brasil,
A Câmara dos Deputados irá determinar hoje a vida ou morte de milhões de hectares de florestas brasileiras quando levar à votação alterações no Código Florestal. Se aprovadas, as mudanças propostas irão gerar uma cadeia irreversível de devastação ambiental que irão danificar a paisagem do Brasil para sempre. As próximas 12 horas são críticas, vamos gerar uma mobilização massiva para salvar nossas florestas.
Nós já vencemos antes -- a pressão popular constante, incluindo milhares de mensagens de membros da Avaaz, já adiou a votação no Código várias vezes, assim como a nossa pressão sobre os deputados contrariaram todas as expectativas aprovando a lei da Ficha Limpa no ano passado. Embora agendada para votação, a proposta atual não é definitiva -- na verdade, a Presidente Dilma e a oposição estão fazendo acordos a portas fechadas agora mesmo, negociando nosso futuro por acordos políticos. Nós ainda podemos impedir isto.
Não há um minuto a perder! Vamos enviar uma avalanche de mensagens para a Presidente Dilma e líderes dos partidos deixando claro que não deixaremos que eles barganhem nossas florestas:
http://www.avaaz.org/po/codigo_florestal_urgente/97.php?cl_tta_sign=0659ed330746af17570428df818c7f24
Os desmatadores estão fora de controle, incentivados pela promessa de anistia e a nova regulamentação. Dados chocantes publicados na semana passada mostram que o desmatamento se multiplicou a um nível astronômico, aumentando em 5 vezes mais que os mesmos meses no ano passado. Isso é apenas um sinal do que está por vir se as mudanças propostas forem aprovadas. Estas emendas irão anistiar crimes ambientais cometidos antes de 2008 e acabarão com a proteção a áreas vulneráveis tais como matas ciliares e topos de morros, áreas em que a cobertura florestal é crucial para prevenir deslizamentos e enchentes como as que recentemente devastaram comunidades de norte a sul do país.
A maioria dos brasileiros apoiam proteções ambientais mais fortes e estudos mostram que há terra suficiente no Brasil para manter e aumentar a produção agrícola sem ter de derrubar uma única árvore. Mas os deputados da bancada ruralista, dominados pelos interesses privados do agronegócio, pensam que podem ficar impunes ao tentar destruir o Código Florestal brasileiro. Esta luta entre a sociedade civil e poderosos interesses políticos está se tornando a maior batalha ambiental da história do Brasil.
Durante a campanha eleitoral, Dilma prometeu vetar qualquer lei que aumentasse o desmatamento -- vamos cobrar a sua promessa e pedir que o povo seja colocado acima dos interesses políticos. É hora de mostrar nosso poder e enviar uma avalanche de mensagens ao governo pedindo que a Presidente Dilma e os líderes partidários impeçam o enfraquecimento do Código Florestal. Envie sua mensagem agora!
http://www.avaaz.org/po/codigo_florestal_urgente/97.php?cl_tta_sign=0659ed330746af17570428df818c7f24
A cada dia nossas florestas nos protegem de catástrofes ambientais - elas produzem o ar que respiramos, resfriam nosso clima, promovem a biodiversidade e mantêm a terra enraizada no lugar. Agora, elas precisam da nossa proteção. Sem nós, os recursos naturais mais preciosos do Brasil perderão para os interesses de deputados poderosos que querem apenas expandir suas terras e aumentar seus lucros. Nós temos poucas horas -- vamos nos mobilizar antes que seja tarde demais.
Com esperança,
Ben, Ricken, Graziela, Iain, David e o resto da equipe Avaaz
Com a votação marcada para HOJE, nós precisamos fazer tudo ao nosso alcance para pressionar o governo e evitar uma derrota massiva às proteções ambientais no Brasil.
Por favor, tire alguns minutos para aumentar nosso impacto ligando e/ou enviando uma mensagem pessoal para a Presidente Dilma e líderes partidários. Vamos gerar uma avalanche de mensagens pedindo para eles apoiarem nosso futuro e não interesses privados, a dizer não à anistia para crimes ambientais e a se oporem à diminuição das APPs (Áreas de Preservação Permanente). Não aceitaremos um acordo até que as proteções ambientais sejam fortalecidas ao invés de massacradas.
Aqui estão os números de telefone e endereços de e-mail.
Presidente Dilma (61) 3411-1225 /(61) 3411.1200, (61) 3411.1201 sg@planalto.gov.br
Paulo Teixeira (PT) - (61) 3215-5281 dep.pauloteixeira@camara.gov.br
Henrique Eduardo Alves (PMDB) (61) 3215-5539 dep.henriqueeduardoalves@camara.gov.br
Ana Arraes (Bloco PSB, PTB e PCdoB) (61) 3215-5846 dep.anaarraes@camara.gov.br
Lincoln Portela (Bloco PR, PRB, PTdoB, PRTB e outros) - (61) 3215-5615 dep.lincolnportela@camara.gov.br
Duarte Nogueira (PSDB) - (61) 3215-5525 dep.duartenogueira@camara.gov.br
Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) - (61) 32158269 dep.antoniocarlosmagalhaesneto@camara.gov.br
Nelso Meurer (PP) - (61) 3215-5916 dep.nelsonmeurer@camara.gov.br
Giovanni Queiroz (PDT) (61) 3215-5618 dep.giovanniqueiroz@camara.gov.br
Ratinho Junior (PSC) - (61) 3215-5521 dep.ratinhojunior@camara.gov.br
Não se esqueça de encaminhar esta mensagem a todos os seus amigos e envie um email para portugues@avaaz.org depois de ligar para contabilizarmos as ligações. A votação é hoje, não podemos perder um só minuto! Com esperança, A equipe Avaaz.
Mais informações:
Ex-ministros unem-se contra votação do Código Florestal:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5145399-EI7896,00-Exministros+unemse+contra+votacao+do+Codigo+Florestal.html
Semana começa com articulações por acordo sobre Código Florestal:
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/semana-comeca-com-articulacoes-por-acordo-sobre-codigo-florestal.html
Desmatamento na Amazônia aumenta mais de 5 vezes:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,desmatamento-na-amazonia-aumenta-mais-de-5-vezes,721341,0.htm
Documento liga novo código a avanço do desmatamento:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,documento-liga-novo-codigo-a-avanco-do-desmatamento,722547,0.htm
Manifestantes protestam em SP contra reforma do Código Florestal:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/05/22/manifestantes-protestam-em-sp-contra-reforma-do-codigo-florestal-924511164.asp
Alta do desmatamento da Amazônia alarma Governo:
http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI5137155-EI188,00-Alta+do+desmatamento+da+Amazonia+alarma+Governo.html
A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 8 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.
Esta mensagem foi enviada para mai.vega45@gmail.com. Para mudar o seu email, língua ou outras informações, entre em contato pelo link http://www.avaaz.org/po/contact/?footer. Não quer mais receber nossos alertas? Para decadastrar envie um email para unsubscribe@avaaz.org ou clique aqui.Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.
Fonte: Mai http://inspirar-poesia.blogspot.com/  http://mundos-e-peles.blogspot.com/
Eu fiscal de Meio Ambiente (Arturo Carvalho Gonzalez), fico indignado com essa situação, acabamos de assistir uma reportagem da TV Globo do dia 24/05/2011 as 13:00hs, mostrando um fazendeiro do Paraná destruindo, desmatando criminosamente uma área em Mato Grosso e no final da noite ainda assistimos os políticos baterem palmas e aprovarem um absurdo desses, ( não fico só indignado, fico com vergonha mesmo).
Arturo 25/05/2011
Existe logo a baixo um link que mostra a reportagem da Globo, que foi fornecida pelo IBAMA, O DESMATAMENTO CRUEL

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um país que se cala X Ganância, poder = “vergonha”

O caseiro do Piauí e a camareira da Guiné

Nascido no Piauí, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar que Antonio
Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado a mando do ministro da Fazenda.
Nascida na Guiné, Nafissatou Diallo mudou-se para Nova York em 1998 e é camareira do Sofitel há três anos. Domingo passado, enquanto arrumava o apartamento em que se hospedava Dominique Strauss-Kahn, foi estuprada pelo diretor do FMI e candidato à presidência da França.
Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu liminarmente o culpado e acusou a vítima de ter-se beneficiado de um estranho depósito no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal resolveu interrogá-lo até admitir, horas mais tarde, que o que disse desde sempre era verdade.
Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris ─ e para a impunidade perpétua.
Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem era o homem que vira várias vezes chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou. Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso, ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram a história.
Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento formal do agressor. Só então descobriu que o estuprador é uma celebridade internacional. A irmã que a acompanhava assustou-se. Nafissatou, muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana. Embora jurasse que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi recolhido a uma cela.
Nesta quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo. Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o país soube do milagre da multiplicação do patrimônio. Pela terceira vez em oito anos, está de volta ao noticiário político-policial.
Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”, diz um trecho. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites num catre, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica.
Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz como primeiro-ministro. Atropelado pela descoberta de que andou ganhando pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego. Talvez consiga: desde 2003, não existe pecado do lado de baixo do equador. O Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.
Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada na gaiola. Descobriu tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei. Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.
Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato do triunfo dos poderosos sobre os oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o Brasil que Lula inventou. Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a camareira da Guiné gritam o contrário.
Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci não teria ido além do primeiro item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval para fazer o que fez nos Estados Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o Banco Central. O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de viver num Brasil que absolve o criminoso reincidente e castiga quem comete o pecado da honestidade.
Fonte: Augusto Nunes (Veja) - 21 maio 2011, Hamilton Garcia (Sociólogo e Cientista Político)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Verdade sobre Ataque de Tubarão em Rio das Ostras

Por Marcelo Szpilman *

Recebi hoje alguns e-mails solicitando esclarecimentos sobre a mesma mensagem que está correndo na internet, com o assunto Ataque de Tubarão - Rio das Ostras (CENAS FORTES), contendo 4 fotos de uma mulher com graves lesões e amputações pelo corpo, e 1 foto de um tubarão-branco na superfície da água, acompanhadas do texto abaixo.
Abaixo cenas fortíssimas de uma mulher atacada por um tubarão em costa azul.....
Por solicitação do corpo de bombeiro e da assessoria da Prefeitura as fotos não foram divulgadas para não prejudicar o turismo na região.....
Pescadores já tinham avistado 02 tubarões rondando pela praia segunda passada pela manhã .....quando horas depois uma mulher foi atacada deixando todos perplexos...a mulher estava acompanhada de outros amigos que presenciaram o ataque porém não puderam fazer nada....muito raro tubarões nessa região..ainda mais com esse ataque....prova do desequilíbrio na cadeia. Não poderíamos deixar de divulgar afinal todos nós moradores corremos perigo....graças a Deus podemos contar com a ajuda do Dr, xxxx que trabalha no Hospital de R.O. que divulgou as fotos para que a comunidade ficasse ciente.
O e-mail, de um pretenso morador de Rio das Ostras, litoral norte do Rio de Janeiro, é ABSOLUTAMENTE FALSO.
É mais um daqueles e-mails absurdos onde fotos verdadeiras são usadas em um contexto falso para induzir as pessoas a dar-lhes crédito.
Esclarecendo:
1 - A cor e transparência da água, mostradas em uma das fotos da mulher morta na beira da praia, indica que as fotos devem ter sido tiradas em uma praia fora do Brasil.
2 - Os traumas e lesões não são característicos de um ataque de tubarão. O mais provável é que vítima deve ter sido atropelada e lesionada pelo hélice de uma embarcação.
3 - Médicos (como o Dr. xxxx) que trabalham na emergência de um hospital não costumam sair de lá para fotografar a vítima na praia.
4 - A foto do tubarão-branco foi incluída exatamente para confundir e fazer crer que ele foi o responsável pela morte da mulher.
É importante reforçar que os riscos de ataque de tubarão no litoral do Rio de Janeiro, assim como em grande parte do litoral brasileiro, são totalmente desprezíveis.
Nos últimos 90 anos, houve apenas 9 ataques não provocados de tubarão no litoral carioca.
E-mails como esse prestam enorme desserviço às ações de preservação dos tubarões.
Proteger os tubarões é proteger a vida, é proteger a nós mesmos!
Participe do ABAIXO-ASSINADO CONTRA O FINNING
Já passamos de 7.000 assinaturas, mas precisamos da sua ajuda para chegar a 10 mil. Envolva-se!
Assine acessando o link http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N5037
Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA)
Fonte: Instituto Ecológico Aqualung
Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010

terça-feira, 10 de maio de 2011

Reformulação do Código Florestal

Reformulação do Código Florestal

Apesar de concordar que o Código Florestal Brasileiro é antigo e necessita de reformulações, é impossível concordar com os absurdos propostos pelo digníssimo Sr. Aldo Rebelo (PCdoB). Um dos itens propostos foi à redução da faixa de mata ciliar de 30 para 15 metros em cursos d’água de até 10 metros de largura. Vamos analisar este tópico em específico:
É fácil encontrar atualmente rios e córregos, diga-se de passagem, com menos de 10 metros de largura, com atividades chegando às margens do leito. Às margens mesmo, tanto construções, quanto várias formas de atividades, como agricultura, pecuária, enfim. Não é necessário procurar muito. Esporadicamente pode-se encontrar ainda mata ciliar nestes leitos, no entanto, a faixa marginal é bem menor / reduzida do que o estipulado pela lei nº 4771/65.
Se hoje, que o código florestal estabelece 30 metros, o limite NÃO É CUMPRIDO por muitos (digamos maioria), como ficaria com a redução para 15 metros? O pessoal irá literalmente adentrar o rio, assorear, aterrar, enfim?
De qualquer forma, eu não duvido!
A argumentação é que se necessita de maior área para o cultivo agrícola, tão imprescindível para o desenvolvimento do país. Questiona-se: O Cerrado brasileiro, em 2004, já havia perdido 57% de sua área total com o desmatamento e a estimativa é que esteja totalmente acabado em 2030. Não estamos falando apenas de perder um dos principais biomas do Brasil, mas também o local onde se encontra as nascentes dos principais rios do Brasil, como a bacia do São Francisco, o abastecimento do PANTANAL, e da bacia Amazônica, já que o bioma é considerado a caixa d’água de 1,5 mil cidades para 11 estados brasileiros.
Acredito sinceramente que não há desculpa plausível que justifique as alterações absurdas propostas para o código florestal e que há muitos alimentos sendo jogados fora, por apodrecimento, não faltando, portanto, terras para produzi-los. O que sobra muito hoje no país é a ganância dos que estão no topo da pirâmide social.

Problema Ambiental
Com o benefício dado pelo Governo Federal para compra de carros novos com IPI reduzido, a venda de carros atingiu
níveis históricos, agravando, além do problema da quantidade de emissões de gases para atmosfera, o descarte inadequado de pneus ao meio ambiente.
Os dois problemas podem causar danos gravíssimos tanto ao meio ambiente quanto à sociedade. Por quê?
A grande quantidade de emissões atmosféricas provenientes da queima de combustíveis fósseis acumula-se, formando uma camada de poluentes de difícil dispersão causando o aquecimento global.
Por outro lado, com o aumento no uso de carros, aumenta o número de pneus que são trocados e dispostos irregularmente. Assim, quando chove, a água é acumulada, podendo provocar um dano social maior: A Dengue.
Fonte: regisllane@yahoo.com.br- www.cantinhodagestaoambiental.blogspot.com

terça-feira, 26 de abril de 2011

Porto do Açu parado segunda e terça feira.


Porto do Açu
 Eu estive no Açu ontem 26/04/2011 e antes mesmo de chegar a Caeta já observei um movimento diferente do habitual, pessoas juntando pedaços de pau, galhos e troncos, e quando retornei o bloqueio já estava pronto, muito lixo se queimando, pneus, galhos, plásticos; o povo estava revoltado, o grande problema são as desapropriações, a reclamação que ouvi do Sr. Jair, foi à seguinte: Eu sou morador do Açu a 49 anos, não quero vender o meu pedacinho de terra, não sei como viver em outro lugar, o preço que eles querem pagar é muito pouco, não paga a minha casinha, vou viver onde? É duro e triste essa situação, mas também notei que grande parte dos agitadores estava sendo orientados por pessoas sem escrúpulos e aproveitadoras, demonstrando desconhecimento da Lei: DECRETO-LEI Nº 3.365, DE 21 DE JUNHO DE 1941.
Art. 2o Mediante declaração de utilidade pública, todos os bens poderão ser desapropriados pela União, pelos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.
Sou favorável a qualquer tipo de manifestação que venha trazer benefícios a população, só não concordo com desordem, foi o que eu assisti ontem e repudio isso.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Luanda Angola


UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
CLEOVAMIR JOSÉ BONIFÁCIO
REDUÇÃO DOS REMANESCENTES DE ADANSONIA DIGITATA (IMBONDEIRO, EMBONDEIRO OU BAOBÁ) NO PERÍMETRO DE LUANDA:
Aportando em Luanda em Novembro de 2005 para trabalhar em uma Construtora Brasileira, circulando pelos vários Municípios da Província de Luanda, interagindo com os trabalhadores nacionais, pessoas das comunidades, observando seus hábitos, costumes e fluência nas linguas nativas. Visitando o mercado do artesanato do Benfica com as esculturas e pinturas de altíssima qualidade, retratando os animais africanos, personalidades tribais e também a árvore do Imbondeiro.
A Adansônia digitata ou popularmente conhecida como imbondeiro, embondeiro ou baobá, este último mais comum no Brasil, o Imbondeiro possui um tronco muito espesso na base, chegando a atingir nove metros de diâmetro. O seu tronco é peculiar: vai se estreitan-do em forma de cone e evidenciando grandes protuberâncias. Esse colosso vegetal pode atin-gir trinta metros de altura e possui a capacidade de armazenar, em seu caule gigante, até 120.000 litros de água. Por tal razão é denominada "árvore garrafa" (VAINSENCHER, 2010).
Nos últimos cinco anos temos observado um significativo e acelerado processo de derrubada de árvores de imbondeiros no entorno de Luanda, principalmente em função do crescimento urbano e parques industriais.
Através de entrevistas e pesquisas, buscamos identificar a importância desta árvore na cultura e costumes deste povo, as causas que vem levando sua eliminação e a conivência das instituições, assistindo a substituição dos bosques de imbondeiros pelo cinza e prateado das alvenarias e casas de chapas e pelo vermelho dos pátios terraplanados.
Evidenciar um processo de degradação ambiental com supressão de áreas verdes, destacar o vínculo milenar do Imbondeiro com os povos tradicionais de Angola, chamar a atenção das instituições e propor alternativas de preservação e programas de sustentabilidade desta árvore e suas raízes que fundamentam boa parte da base cultural deste povo.
Palavras-chave: Adansonia digitata; Imbondeiro; Província de Luanda; Supres-são de vegetação; Culturas tradicionais.
INTRODUÇÃO
Em Luanda durante o desenvolvimento da cidade, poucas ou quase nenhuma pra-ça arborizada ou áreas verdes foram reservadas dentro da Capital. Nas áreas periféricas o crescimento desordenado de construções de casebres, sem arruamento e demais infra-estruturas de água, energia e principalmente saneamento básico, os novos parques industriais e comerciais, movidos pelo grande crescimento econômico mantido principalmente pelas ri-quezas minerais, com a chegada de empresas internacionais e novos empreendimentos nacio-nais, vem ocasionando um acelerado processo de diminuição de áreas verdes e dos remanes-centes de imbondeiros.
Para o estudo de caso destacamos três áreas específicas que em 2002 pelas ima-gens de satélite do Google Earth Pro, limitavam o cinturão urbano de Luanda, a partir deste as terras eram constituídas basicamente de áreas verdes com predominância de plantações de agricultura de subsistência de mandioca e arvores frutíferas como mangueiras e cajueiros de forma espaçados e aleatórias. Em todas estas áreas, existiam árvores de imbondeiros em vá-rios estágios de desenvolvimentos com caules com um metro de diâmetro em média, tanto espaçados como em vários pontos concentrados, formando bosques. Nas mesmas imagens de satélites atualizadas em junho de 2010, ocorreu um forte avanço urbano sobre estas áreas oca-sionando a supressão destas árvores.
A pesquisa de campo evidenciou dois grandes fatores que vem provocando a forte migração da população das Províncias para a capital, primeiramente a guerra civil de 1975 até 2002 e nos últimos anos a busca de emprego e melhores condições de vida da capital, através da reintegraçãode familiares que fixaram base na cidade nas últimas décadas.
Evidente também a riqueza cultural deste povo e a interação e importância desta árvore na história, subsistência e modo de vida das diversas etnias que constituem o grande povo angolano. A árvore fornece alimentos através do fruto, folhas e raízes, medicamentos tradicionais, abrigos, água, utensílios rústicos, e base de importantes eventos culturais. Nas Províncias esta relação apresenta-se mais fortemente que na Capital, onde as pessoas de maior idade ainda apresentam forte relação com estes costumes, enquanto a juventude abaixo de 30 anos e muito mais forte nos adolescentes, vem perdendo estes conhecimentos ou rejeitando estes costumes, através de forte influência da mídia externa. A cada africano (angolano) que morre, desaparece uma biblioteca. (ALTUNA, 2006)
Preocupante o resultado da pesquisa onde a população (79%) atribui a responsa-bilidade apenas ao governo de tomar ações de preservação do imbondeiro e 57% não acredi-tam que os Imbondeiros possam desaparecer de Luanda.
Propor medidas a serem implementadas pelo governo e seus respectivos ministé-rios e ações da comunidade e iniciativa privada, buscando investimentos e principalmente criar uma base de conscientização ambiental, não só da preservação da “Árvore da vida”, bem como dos recursos naturais, solo, água e ar. Eventos culturais de resgate dos costumes e hábi-tos que vem muito rapidamente sendo apagado ou renegado pelos jovens.
Não pretendemos fechar este tema e sim abrir processos de discussão na socieda-de e novos estudos de maior envergadura ou com melhores técnicas científicas com base na viabili
Esse é um trabalho que o meu amigo Clovamir fez para unisul, eu gostei muito e pedi a autorização para publicá-lo, não esta na integra, pois é uma explanação muito extensa, se alguém se interessar tenho a matéria completa e envio por arquivo.