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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Assim vai continuar a festa:

A humanidade está usando 20% a mais de recursos naturais do que o planeta é capaz de repor. Com isso, está avançando sobre os estoques naturais da Terra, comprometendo as gerações atuais e futuras segundo o Relatório Planeta Vivo 2002, elaborado pelo WWF e lançado este ano em Genebra.
De acordo com o relatório, o planeta tem 11,4 bilhões de hectares de terra e espaço marinhos produtivos - ou 1,9 hectares de área produtiva per capita. Mas a humanidade está usando o equivalente a 13,7 bilhões de hectares para produzir os grãos, peixes e crustáceos, carne e derivados, água e energia que consome. Cada um dos 6 bilhões de habitantes da Terra, portanto, usa uma área de 2,3 hectares. Essa área é a Pegada Ecológica de cada um. O fator de maior peso na composição da Pegada Ecológica hoje é a energia, sobretudo nos países mais desenvolvidos.
Não quero aqui mudar a opinião das pessoas. Fico analisando os políticos, o que essas pessoas pensam em relação ao meio ambiente? Eu realmente não entendo! Vejo o Lula tratar o Meio Ambiente de uma maneira simplória, sem o mínimo de responsabilidade, fala da Amazônia como se fosse o quintal da casa dele, isso é se ele tiver quintal em casa, na granja do torto eu sei que tem, mas ele não deve nem olhar, o cara não tem o mínimo de bom senso. Gente o Serra um cara político e mentiroso, a Dilma com aquele ar de arrogância, falando em políticas ambientais, eu não entendo isso. A polemica em torno da construção da usina de Belo Monte na Bacia do Rio Xingu em Belo Monte no Para, que já dura mais de 20 anos, e, foi incluída no PAC e que a Dilma apóia sem conhecer nem mesmo o Rio Xingu, as populações ribeirinhas, os indígenas, a fauna e flora que sofrerão perdas irreparáveis.
Como ficam os projetos de combustíveis menos poluentes, a energia eólica, o bio diesel e outros? Sim já entendi, não existe verba do governo para pesquisas! Isso é uma verdadeira bagunça, um escândalo. O governo gosta é de bolsa família, cheque cidadão, vale gás, é isso. Tira-se a dignidade do homem! O homem precisa de trabalho, saúde, educação e respeito, e, não de gente arrogante que só pensa em poder, precisamos de gente no poder comprometida com o social e o crescimento sustentável.
Texto e fotografia: Arturo- em 29/09/2010

domingo, 5 de setembro de 2010

O CHÁ É SAÚDE, MAS NÃO ABANDONE O TRATAMENTO ALOPATICO

O chá é proveniente dos rebentos verdes e frescos da planta Camellia Sinensis, da família das Teáceas. Porém, também se designam como chás as infusões provenientes de outras plantas. Consoante o processo de fabrico que é utilizado, assim se obtêm os vários tipos de chá. Uma chávena de qualquer tipo de chá obtém-se colocando água a ferver sobre alguma substância, deixando ficar em contacto durante certo tempo para lhe extrair os princípios alimentícios ou medicamentosos.
As infusões de plantas são medicamentos naturais para tudo um pouco. As doenças que aliviam, combatem ou previnem são por isso as mais variadas: dores menstruais, doenças do aparelho digestivo, cefaleias, constipações, gripes, febre, afecções das vias respiratórias, cálculos renais, problemas do fígado, mau hálito, insónias, diarreia, etc.
OBS: Sobre o chá de amora Miúra tem um comentario no arquivo do Blog.
Abacate
Combate dores reumáticas, gota e funciona como diurético. Para dores de cabeça tomar 3 chávenas ao dia de chá das folhas do abacateiro (50 g para 1 litro de água).
Abóbora
A infusão de abóbora é expectorante, regulariza glicose e baixa o colesterol
Alcachofra
Para problemas hepáticos (fígado), cálculos na vesícula, constipações e gripes utilizar a folha e a raiz em chá.
Alecrim
Tem uma acção estimulante sobre a digestão e o pâncreas. É excitante, desinfectante e diurético. É bom para a anemia, asma, gripe, reumatismo, dores articulares, falta de apetite e tosse. Estimula a menstruação e expulsão de gases.
Utilizam-se as folhas em infusão, na dosagem de 1 colher (de chá) para 250ml de água. Não ferver, despejar a água sobre a erva e abafar. Tomar após as refeições
Alfazema
Alivia a tosse e bronquite. Tomar 4 chávenas por dia de chá das folhas de alfazema (30 gramas para 1 litro de água).
Para dores de cabeça, tomar 3 chávenas por dia.
Alho
O chá de alho é óptimo para diabetes, hipertensão arterial, colesterol, gota e constipações.
Avenca
Utilizam-se as folhas em infusão em casos de rouquidão, catarro e tosse.
Bétula Branca
As infusões de folhas secas têm funções preventivas de fortalecimento das defesas imunitárias.
Ferver 1 ou 2 colheres numa chávena de água. Deixar em infusão alguns minutos. Filtrar e beber duas chávenas por dia. A infusão de folhas quentes é ainda eficaz contra a febre.
Boldo
Planta originária do Chile, cujas folhas têm especial aplicação em doenças de fígado, pâncreas, estômago, rins e bexiga. Estimula ainda a digestão, evita cólicas, previne a icterícia, elimina o mau hálito e auxilia nas afecções bucais.
Utilizam-se 2 colheres (sopa) para um litro de água, pois possui um aroma forte. Tomar meio copo em jejum, após as refeições e antes de dormir.
Borragem
Propriedades diuréticas, expectorantes, e sudoríferas ao nitrato de potássio, cujo consumo aumenta a diurese e baixa a febre.
As infusões devem ser cuidadosamente filtradas para eliminar os pêlos irritantes da planta.
Calêndula
As infusões de calêndula ou malmequer são aconselhadas para estimular a secreção biliar, aliviar as dores de estômago, atenuar as consequências das úlceras do aparelho digestivo, aliviar as dores abdominais, prevenir as dores menstruais e no tratamento de afecções das vias respiratórias.
Deita-se 1-2 colheres de café de flores secas num litro de água a ferver. Deixar em infusão 10 minutos, filtrar e beber quente.
Camomila
As sua folhas tem sabor suave, sendo usadas tradicionalmente como calmante de cólicas e agitação infantil, náuseas e insónia. Combate a febre, a diarreia, perturbações estomacais, dispepsia, inflamações das vias urinárias, menstruações dolorosas, inflamações nos olhos (compressas), infecções da boca. É ainda usada em gripes, constipações e catarros, além de ser tónica.
Tomar uma infusão de 1 colher (chá) por cada chávena de água e tomar após as refeições e ao deitar.
Canela
Para dores de estômago toma uma infusão de canela. Leva o equivalente a uma chávena de água (250 ml) a ferver numa panela pequena. Verte de seguida a água quente para a chávena. Dissolve 5 gramas de pó de canela na água. Deixa repousar durante 10 minutos. Bebe morno, sempre que te apetecer.
Carqueja
Erva digestiva, indicada para diabéticos, em anemias, reumatismos e doenças venéreas. Melhora a circulação sanguínea, gripes, constipações, enfermidades do baço, bexiga e fígado, cálculos biliares, diarreias, febres e afecções do aparelho urinário.
Toma-se à vontade e usa-se para gargarejo, com 1 colher (sopa) por cada chávena de água.
Cáscara-Sagrada
É a casca de uma planta americana que exerce uma ação laxativa e restabelece o tónus natural dos intestinos. Indicada para substituir laxantes agressivos que provocam cólicas muito fortes, pois não apresenta a necessidade da utilização contínua e diária.
Castanha da Índia
Auxilia no tratamento e prevenção de varizes e hemorróidas, aumentando a resistência e tonificando as veias e artérias. Proporciona alívio da dor e do cansaço nas pernas. O efeito é percebido 15 a 30 minutos após a ingestão.
Cavalinha ou equisseto
Planta indicada para afecções dos rins, bexiga e próstata. Usar 10 g para 1 litro de água.
Em casos de hemorragias internas utilizar 30 a 40 g para 1 litro de água e tomar 4 a 5 chávenas por dia.
Para edemas generalizados usar 10 a 15 g para um litro de água, tomar 4 chávenas por dia.
Para inflamação nos olhos, fazer compressas com chá de cavalinha de 15 em 15 minutos.
A cavalinha tem ainda propriedades diuréticas e depurativas e é um potente remineralizante natural (rica em silício, enxofre, cálcio, potássio, ferro, manganésio, magnésio e sódio).
Coentro
Um infuso de 40g de grânulos fervidos num litro de água durante 10 minutos, tomado depois das refeições, facilita a digestão e atenua eventuais estados de torpor. É também útil em casos de aerofagia e meteorismo abdominal.
Um infuso idêntico, mas com 30 g de grânulos num litro de água, é coadjuvante em caso de febre.
Dente-de-Leão
Indicado para pessoas predispostas a cálculos biliares e problemas do fígado como hepatite, cirrose, icterícia e demais desordens do fígado e vesícula.
O sumo das folhas é um excelente diurético. Tomar 2 a 3 colheres de sumo por dia.
Erva-Cidreira
É um excelente calmante do sistema nervoso. É uma planta digestiva que combate insónias, asma, histerismo, cãibras estomacais e intestinais e auxilia a circulação.
Tomar uma infusão de 1 colher (sopa) de erva-cidreira numa chávena de água.
Para dores de cabeça usar toda a planta (40 gramas para 1 litro de água) e tomar 4 chávenas por dia.
Erva-Doce
Indicada para cólicas de bebés, aumenta a secreção láctea, combate os gases intestinais e o mau hálito. É uma planta digestiva, diurética, estimulante, refrescante e regulariza a menstruação e tonifica o estômago.
Tomar, após as refeições e ao deitar, 1 colher (chá) por cada chávena de água .
Espinheira-Santa
Normalizador das funções gastrintestinais, especialmente como protector contra úlcera gástrica. Paralisa rapidamente as fermentações gastrintestinais e alivia as dores provocadas pelas irritações gástricas. Tem ainda propriedades analgésicas, antissépticas, cicatrizantes e tónicas.
Tomar 3 a 4 chávenas por dia de uma infusão com 20g de folhas num litro de água .
Feijão Azuki
A infusão de feijão azuki é particularmente indicada para fortalecer os rins, a bexiga e os órgãos reprodutores; ajuda também a lidar com casos de obstipação e a eliminar o excesso de produtos animais.
Coloca uma chávena de azuki num tacho, juntamente com uma tira de alga kombu (opcional). Adiciona quatro chávenas de água e deixe levantar fervura. Baixa a chama para o mínimo e deixa o líquido borbulhar durante cerca de meia hora. Côa e bebe quente.
Para ajudar a dissolver cálculos renais, adiciona meia chávena de rábano, nabo ou rabanete ralados, no final da cozedura, após teres coado os feijões. Bebe o líquido, come os vegetais. Côa o líquido e bebe quente.
Funcho ou anis-doce
O infuso tem uma acção calmante e alivia inflamações, por exemplo dos olhos.
Em caso de tosse, utilizar uma infusão com uma colher de frutos de funcho pisados em 250 ml de água a ferver, durante 10 minutos e depois filtrar. Usar também em casos de dores de estômago e intestinais. Utilizado também para cólicas, gases e diarreia em crianças.
Na mulher, estimula a menstruação e a lactação.
O funcho é tóxico quando consumido em doses excessivas.
Gengibre
Indicado como auxiliar no tratamento da diabetes, dietas de emagrecimento e como tónico pancreático, óptimo anti-reumático e evita os enjoos nas viagens.
Referências:
http://www.e-macrobiotica.com/inc_artigos.htm
http://www.culturadohp.hpg.ig.com.br/saude_medicina.htm

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A velha e retrógrada Política Ambiental:

Que política Ambiental é essa! Vemos algumas pessoas fazendo política ambiental sem nenhuma meta, (projeto), é complicado entender esse tipo de trabalho que começa e para, não se da prosseguimento, nunca tem verba e quando tem é usada de maneira escusa absolutória, entra-se em uma comunidade, começa-se um trabalho de orientação ambiental, tentando conscientizar os moradores, comerciantes e principalmente as crianças, com palestras nas escolas, o que é fundamental, mas esse trabalho é por vezes só para promover políticas de interesse pessoal e, poucas vezes de interesse social.
Eu acho que as pessoas deveriam se preocupar mais com o meio ambiente eu conheço pessoas que não estão nem aí para o que esta acontecendo atualmente no nosso país e muito menos com o que esta acontecendo no mundo eu acho que é falta de conhecimento e de divulgação também é muito ruim saber que poucas pessoas se preocupam com uma coisa que deveria ser importante para todos nós o que esta acontecendo atualmente é só o começo e eu acho que é uma falta de respeito com si mesmo não se importar com o mundo no momento em que estamos vivendo agora. Espero que as pessoas percebam que se cada um fizer a sua parte tudo pode ser melhor,também espero que ainda sobre um pouco do que temos para as gerações futuras e gostaria também que outras pessoas deixassem recados comentando suas opiniões para ver se esse assunto entra de vez na vida das pessoas e não pensem que é exagero não, eu apenas digo o que penso,cada um tem sua opinião. As pessoas sérias estão tendo que agir praticamente sozinhas, sem o apoio da maquina publica, pois essa só age nas eleições com interesses escusos.
 Texto: Autor desconhecido.
Fonte: GOOGLE.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Um Brasil que poucos conhecem até mesmo a história:

A partir de edital da SECULT, Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, II EDITAL DE APOIO À PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO DE NATUREZA MATERIAL, O Fórum Popular Pela Preservação do Patrimônio Cultural e Ambiental de Senador Pompeu, juntamente com a Associação Comunitária do Sítio Barragem, sendo o Fórum entidade de caráter popular formada por diversas ONGs, pessoas físicas e Igreja Católica, representante da Secretaria de Cultura do Município, promoveu-se um mês de atividades no Município de Senador Pompeu, Estado do Ceará. Exemplo que pode ser seguido por qualquer Município brasileiro que queira preservar o seu patrimônio histórico material (prédios, documentos, etc.) e imaterial (valores, tradições, crenças, etc.). O tema de um mês de atividades foi: PROJETO CASARÕES EM FOCO – EDUCAÇÃO PATRIMONIAL PELA ARTE.
Importante destacar que os casarões da Barragem de Senador Pompeu é um sítio de Valor Histórico, patrimônio material testemunha da Seca de 32, onde funcionou um Campo de concentração. ISSO MESMO UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO E BEM ANTES DOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. Era esse o nome: CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DA BARRAGEM DO PATU. POPULARMENTE CHAMADO DE CONCENTRAÇÃO DO PATU. Constituído por pessoas de várias partes do Estado do Ceará e do Nordeste brasileiro.
Milhares de pessoas foram aprisionadas, sem comida, sem assistência médicas, dizimadas por uma epidemia de cólera. Enterradas em valas coletivas, que hoje é um cemitério considerado campo santo, chamado de Cemitério das Almas da Barragem, que todos acreditam obrarem milagres. De onde advém rico patrimônio imaterial, todo alicerçado na fé e na cultura de religiosidade do povo nordestino.
Integraram-se ao projeto de educar para preservação do patrimônio material e imaterial, através da arte: Associação Comunitária do Sítio Barragem, que apresenta o projeto, Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Conselheiro, Igreja Católica, Instituto Humaitá de Cidadania, Federação das Associações Comunitárias de Senador Pompeu (FAMSEP) e Instituto Casarão de Cultura e Cidadania, o artista e advogado Valdecy Alves, o militante cultural e diretor de teatro Fram Paulo e o Pároco local Padre Carlos Roberto, conta ainda com o apoio da Associação Comunitária de Engenheiro José Lopes, entre outros.
Fonte: Texto Valdey Alves (http://www.valdecyalves.blogspot.com/)

Foto ilustrativa,

As controvércias sobre o desmatamento no Brasil:

Novos focos de queimadas foram registrados no Brasil neste ano, segundo informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O meteorologista Raffi Agop, do Inpe, explicou ao G1 que as áreas estão localizadas principalmente no sul do Tocantins e norte de Goiás, perto da divisa com Mato Grosso. Novos pontos de incêndio também surgiram no sul de Goiás e no Pará. Nesses locais, segundo Agop, o Inpe ainda não havia registrado focos de incêndio.
Entre as áreas citadas por Agop estão o Parque Nacional do Araguaia e a Serra Geral do Tocantins, que são unidades de conservação. “São pontos novos, que não queimavam há dez anos. O Tocantins, por exemplo, teve cerca de 4.200 focos neste ano contra pouco mais de 900 no ano passado. Do total no estado em 2010, 40% dos focos ocorreram dentro ou perto de unidades de conservação”, disse.
O Inpe ainda não estimou a extensão atingida e as causas dos novos incêndios. Porém, o meteorologista ressalta que, apesar das novas áreas, os pontos de incêndio diminuíram de maneira geral nos últimos anos. “O número tem caído por conta da queda no desmatamento e também pelo aumento na fiscalização das áreas de vegetação. No ano passado, a quantidade de queimadas foi bem menor também, pois choveu mais do que nos outros anos. Isso não é verdade! Foi o mesme que a Ministra de Meio Ambiente falou sobre o desmatamento, no mesmo texto podemos notar que as declarações são mentirosas, não da para entender um governo que fica protegendo latifundiarios criminosos, sabe-se que em grande parte são fazendeiros, politicos, Governadores, Deputados Senadores e até mesmo ex-Presidente da Republica. “Vamos votar”
A região Amazônica, por sua diversidade biológica, sua grande fonte de recursos naturais e por representar um ecossistema sensível ao equilíbrio do planeta é sistemática e constantemente monitorada través de imagens de sensoriamento remoto e técnicas de Processamento Digital com o intuito de observar os incrementos nas áreas de desmate e queimadas.
A Polícia Federal em parceria com o IBAMA e com o Governo do Estado através do IMAC vem executando a identificação dessas áreas e efetuando as sanções cabíveis para que sirvam de forma punitiva e educativa com o objetivo de prevenir os desflorestamentos e as queimadas ilegais.
Desde o dia 21/08 (sábado), equipes compostas de Policiais Federais, Fiscais do IBAMA, do IMAC e a Força Nacional trabalham diuturnamente em busca de queimadas ilegais e seus autores. As equipes percorrem dezenas de quilômetros por terra e pelo ar utilizando o helicóptero do Governo do Acre.
Desmatamento e queimadas são enquadrados como crimes ambientais e podem resultar em penas de até quatro anos de prisão. As atividades da Operação Floresta Viva III devem se estender enquanto durar o Estado de Alerta decretado pelo Governo local.
Fonte MMA - Fotos Arturo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

MUITO TRISTE!

Entre a Rua Francisco Mendes e a Avenida Nilo Peçanha, na Praia do Forte, (orla) Cabo Frio, RJ foi transformado em verdadeiro canteiro de obras, na tentativa de conter o avanço, (transgressão) do mar e minimizar os seguidos efeitos da maré alta.

Não é preciso ser especialista para saber que o que estão fazendo é um erro, essas Pedrinhas só vão deixar a praia mais suja e possivelmente essa área ficará morta, sem turistas.
É a natureza reagindo a ação das mãos do homem… o mar apenas toma de volta o que a ele pertence!!!



O ambiente como tem sido tratado na região, sem nenhum estudo, mas com muita arrogância e sabedoria e interesse escuso, só poderia ter os desastres que presenciamos.
A ocupação desenfreada e desordenada, destruindo toda a forma de vida e recursos naturais para o benefício desta casta que se apossou da cidade em proveito financeiro, deu no que deu, fica aqui minha indignação.

Fotos: Arturo- em 04/07/2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

BRASÍLIA X ELEIÇÕES: E A FARRA VAI CONTINUAR

 Para Rebelo, Código Florestal deve incluir moratória de 5 anos
BRASÍLIA - O relator do Projeto de Lei 1876/99, que reforma o Código Florestal (Lei 4.771/65), deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), afirmou, nesta terça-feira que, no caso da moratória de cinco anos, que vem sendo criticada pelos ambientalistas, vai propor que seja suspenso o prazo de prescrição das multas administrativas aplicadas em decorrência de desmatamento ilegal. As informações são da Agência Câmara.
Segundo ele, nesse período será possível consolidar as áreas que estão dentro da legalidade e determinar a regularização das demais, sem permitir nenhum tipo de desmatamento. Após esse prazo, afirmou, voltam a valer os limites já fixados hoje em lei, que são de 80% na Amazônia Legal; 35% em áreas de savana ou campo, o que inclui o Cerrado; e 20% no bioma Mata Atlântica e demais regiões do País.
Rebelo prepara alterações que fará em seu parecer até a votação na comissão especial, que poderá ocorrer no dia 5 ou 6 de julho. O relator explicou que está recebendo e analisando sugestões de partidos políticos, como o Psol, que apresentou voto em separado, e entidades, pesquisadores e órgãos governamentais, como o Ministério da Agricultura, que deve enviar suas colaborações ainda nesta semana.
Entre as mudanças, Aldo vai tornar mais claro em seu texto que a hipótese de dispensa de reserva legal para pequenas propriedades com até quatro módulos rurais valerá apenas para a legalização de áreas já desmatadas e não para a derrubada de mata remanescente. A vegetação remanescente, afirmou, não pode ser alterada.
O relator explicou que, para recompor um hectare, o custo pode chegar a R$ 15 mil, "um dinheiro que o pequeno produtor não tem". Aldo Rebelo informou ainda que vai propor que o governo faça um censo para apurar qual a composição atual das reservas legais nas pequenas propriedades para que se possa efetivamente fiscalizar. Com relação às grandes propriedades, o parlamentar lembrou que esse controle já é feito por satélites.
Compromissos internacionais
Em resposta aos questionamentos de que a aprovação do relatório impediria o Brasil de cumprir os compromissos assumidos em Copenhague (Conferência internacional sobre meio ambiente, realizada em dezembro passado), Rebelo afirmou que ao resolver o problema das áreas de produção, o País ficará liberado para fiscalizar as áreas que efetivamente são e devem ser de preservação.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que defende a votação urgente do parecer, disse, durante a reunião, que o importante é que as mudanças na legislação ambiental sejam feitas a partir das prioridades e interesses nacionais, sem ceder a pressões de organizações internacionais, cujas propostas acabarão por impor limites graves ao setor produtivo agropecuário.
Votação
As bancadas ambientalista e ruralista divergem sobre o calendário para votação do parecer do relator. Os ruralistas querem votar o relatório na próxima semana. Já os ambientalistas defendem o adiamento da votação para depois das eleições. Eles argumentam que as mudanças propostas pelo relator no projeto original precisam ser melhor discutidas.
De acordo com o deputado Ivan Valente (Psol-SP), só agora a sociedade começou a participar efetivamente no debate. A pressa na votação, afirmou, se deve à pressão que os ruralistas começaram a sofrer, com o fortalecimento da fiscalização. O deputado Sarney Filho (PV-MA) acredita que o período eleitoral acirra e distorce a discussão de um projeto que pode significar o futuro do País.
O relator defende a votação na próxima semana, mas reconheceu que a votação em Plenário depende dos líderes partidários. Ele disse que vai conversar com o líder do governo, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), que já se manifestou contrário à votação antes das eleições.
19:24 - 29/06/2010- Fonte: Jonal do Brasil - Foto Arturo

FOCO E PERSPECTIVA

Eu acabo de fazer uma lista de 20 itens que pode ser resumida em uma só palavra: #mimimi.

Era uma lista de todas as razões pelas quais eu não quero trabalhar hoje. Entre essas 20 razões, há duas ou três que são coisas sérias, razões “legítimas”, digamos, para não querer trabalhar. E mesmo assim, a lista toda pode ser taxada de choradeira, e descartada como irrelevante. Como foi.
Porque focar nisso, mesmo nesses problemas sérios, não vai me levar à lugar nenhum. Deixar de trabalhar hoje, para me lamentar por problemas (sérios ou não) não me ajuda em nada. Nem a resolver os problemas, nem a dar mais um passo em minha caminhada.
Então, ao invés de me espojar na autocomiseração, listei o que eu posso fazer com respeito à cada item. Há alguns sobre os quais não posso fazer nada, e sobre outros não posso fazer nada hoje.
De modos que, a lista de #mimimi virou lista de tarefas distribuídas ao longo da semana. Coisas produtivas vão sair de uma coisa à princípio completamente auto-complacente e inútil.
É uma questão de re-avaliar as coisas desde uma perspectiva maior, mais à longo prazo. E re-direcionar o foco.
Dito assim parece fácil. Parece simples.
Não é.
É dificílimo, requer uma enorme força de vontade, e um grande senso de para quê estou aqui, e para onde estou indo. Requer lembrar onde é que quero chegar.
Você Precisa Saber Aonde Quer Chegar
Se não sabe aonde quer chegar, não saberá como chegar lá.
Se não sabe como chegar lá, não há nada que lhe permita saber quando se desviou do rumo.
Se não sabe aonde quer chegar, tampouco saberá o que é necessário para chegar lá.
Se não sabe o que é necessário para chegar lá, jamais alcançará seu objetivo, pois não dará os passos necessários.
Depois de saber aonde quer chegar, existem ainda todos os passos que terá que dar, todos os planos, mapas e correções de rumo que serão necessários para realmente chegar lá.
Só que nada disso pode ser feito, sem antes decidir aonde quer chegar, para onde está indo. Esse é o 1º passo, o passo iniludível, a condição sine qua non.
Eu ainda não quero trabalhar. Mas estou trabalhando mesmo assim. Eu sei onde quero chegar, e estou caminhando, um passo de cada vez.
E você, aonde quer chegar?

sábado, 26 de junho de 2010

ANS: FALE COM A OUVIDORIA

A Ouvidoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é o setor responsável por receber reclamações, consultas, sugestões e elogios das pessoas e instituições (consumidores, operadoras, prestadores de serviço e gestores) relativos à saúde suplementar. 
A Ouvidoria não substitui o serviço das outras Centrais de Atendimento da ANS (0800-701-9656,Fale Conosco e Núcleos Regionais de Atendimento e Fiscalização, pois atua no reexame do atendimento prestado pela Agência.
A Ouvidoria constitui-se em mais uma forma de contato com o público, agindo de forma autônoma, imparcial e sigilosa.
A Ouvidoria busca ser a voz do cidadão na instituição, contribuindo para o aperfeiçoamento e melhoria da ANS.
Fonte: ANS- Foto- Arturo

ANS- LEIS DOS PLANOS DE SAÚDE


LEI No 10.850, DE 25 DE MARÇO DE 2004.
Atribui competências à Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS e fixa as diretrizes a serem observadas na definição de normas para implantação de programas especiais de incentivo à adaptação de contratos anteriores à Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998.
Faço saber que o Presidente da República adotou a Medida Provisória nº 148, de 2003, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Inocêncio Oliveira, Primeiro Vice-Presidente da Mesa do Congresso Nacional, no exercício da Presidência, para os efeitos do disposto no art. 62 da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, combinado com o art. 12 da Resolução nº 1, de 2002-CN, promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º Compete à Agência Nacional de Saúde Suplementar -ANS, na defesa do interesse público no setor de saúde suplementar, a definição de ações para instituição de programas especiais de incentivo à adaptação de contratos de planos privados de assistência à saúde firmados até 2 de janeiro de 1999, com o objetivo de facilitar o acesso dos consumidores vinculados a esses contratos a garantias e direitos definidos na Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998.
Art. 2º As ações de incentivo de que trata esta Lei serão definidas por normas específicas da ANS, considerando as seguintes diretrizes gerais:
I - revisão de contratos, procedendo-se às devidas alterações de cláusulas contratuais em vigor, por meio de termos aditivos;
II - viabilização de migração da relação contratual estabelecidapara outro plano da mesma operadora; e
III - definição de linhas gerais para execução de planos especiais de adaptação, de implementação facultativa ou obrigatória, determinando forma, condições e exigências específicas a serem observadas para carências, reajustes, variação de preço por faixa etária, cobertura obrigatória, doenças e lesões pré-existentes, e outras condições contratuais previstas na Lei nº 9.656, de 1998, bem como as rotinas de apresentação desses planos especiais, e as variações de preço por índice de adesão e outras variáveis que poderão estar contidas nas propostas oferecidas aos usuários.
§ 1º Para os planos coletivos empresariais, a ANS poderá prever a implementação parcial ou gradativa da extensão de cobertura prevista nos arts. 10, 10-A e 12 da Lei nº 9.656, de 1998, bem como a alteração da data-base para reajustes.
§ 2º Para as operadoras de planos de assistência à saúde, cujo número de beneficiários for inferior a dez mil e que não tenham em operação planos comercializados após 2 de janeiro de 1999, a ANS poderá definir condições especiais de oferecimento aos consumidores de alteração contratual para incorporação parcial das regras contidas na Lei nº 9.656, de 1998.
Art. 3º Será garantido ao consumidor o caráter facultativo da adesão aos planos especiais, ficando as operadoras obrigadas a manter em operação todos os contratos não adaptados.
Parágrafo único. Nas hipóteses de infração a dispositivo contratual, as operadoras permanecem sujeitas à fiscalização da ANS e à aplicação das penalidades previstas no art. 25 daLei nº 9.656, de 1998.
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Congresso Nacional, em 25 de março de 2004; 183 o da Independência e 116 o da República
Deputado INOCÊNCIO OLIVEIRA
Primeiro Vice-Presidente da Mesa do Congresso
Nacional, no exercício da Presidência
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de  26.3.2004

Fonte: ANS- foto Arturo

PLANOS DE ASSISTÊNCIA A SAÚDE: LEI Nº 10.185/2001

LEI N.º 10.185, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2001.
Dispõe sobre a especialização das sociedades seguradoras em planos privados de assistência à saúde e dá outras providências.
Faço saber que o Presidente da República adotou a Medida Provisória nº 2.122-2, de 2001, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Antonio Carlos Magalhães, Presidente, para os efeitos do disposto no parágrafo único do art. 62 da Constituição Federal, promulgo a seguinte Lei:
Art. 1o As sociedades seguradoras poderão operar o seguro enquadrado no art. 1o, inciso I e § 1o, da Lei no 9.656, de 3 de junho de 1998, desde que estejam constituídas como seguradoras especializadas nesse seguro, devendo seu estatuto social vedar a atuação em quaisquer outros ramos ou modalidades.
§ 1o As sociedades seguradoras que já operam o seguro de que trata o caput deste artigo, conjuntamente com outros ramos de seguro, deverão providenciar a sua especialização até 1o de julho de 2001, a ser processada junto à Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, mediante cisão ou outro ato societário pertinente.
§ 2o As sociedades seguradoras especializadas, nos termos deste artigo, ficam subordinadas às normas e à fiscalização da Agência Nacional de Saúde - ANS, que poderá aplicar-lhes, em caso de infringência à legislação que regula os planos privados de assistência à saúde, as penalidades previstas na Lei no 9.656, de 1998, e na Lei no 9.961, de 28 de janeiro de 2000.
§ 3o Caberá, exclusivamente, ao Conselho de Saúde Complementar - CONSU, nos termos da Lei no 9.656, de 1998, e à ANS, nos termos da Lei no 9.961, de 2000, disciplinar o seguro de que trata este artigo quanto às matérias previstas nos incisos I e IV do art. 35-A da referida Lei no 9.656, de 1998, bem como quanto à autorização de funcionamento e à operação das sociedades seguradoras especializadas.
§ 4o Enquanto as sociedades seguradoras não promoverem a sua especialização em saúde, nos termos deste artigo, ficarão sujeitas à fiscalização da SUSEP e da ANS, no âmbito de suas respectivas competências.
§ 5o As sociedades seguradoras especializadas em seguro saúde, nos termos deste artigo, continuarão subordinadas às normas sobre as aplicações dos ativos garantidores das provisões técnicas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional - CMN.
Art. 2o Para efeito da Lei no 9.656, de 1998, e da Lei no 9.961, de 2000, enquadra-se o seguro saúde como plano privado de assistência à saúde e a sociedade seguradora especializada em saúde como operadora de plano de assistência à saúde.
Art. 3o A sociedade seguradora que não se adaptar ao disposto nesta Lei fica obrigada a transferir sua carteira de saúde para sociedade seguradora especializada já estabelecida ou para operadora de planos privados de assistência à saúde, que venha a apresentar o plano de sucessão segundo as normas fixadas pela ANS.
Parágrafo único. Deverá ser observado o prazo limite de 1o de julho de 2001 para a transferência da carteira de saúde de que trata o caput deste artigo.
Art. 4o Ficam convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória no 2.122-1, de 27 de dezembro de 2000.
Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Congresso Nacional, em 12 de fevereiro de 2001; 180o da Independência e 113o da República
Senador Antonio Carlos Magalhães
Presidente
Fonte: ANS- foto Arturo

segunda-feira, 7 de junho de 2010

ONDE NASCE O RIO AMAZONAS

O rio Amazonas é um rio que corta todo o norte da América do Sul, ao centro da Floresta Amazônica. Maior rio da Terra, tanto em volume de água quanto em comprimento (6.937,08 km de extensão), nas cheias, a distância de uma margem a outra pode chegar a 50 km, tem sua origem na nascente do rio Apurímac (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, e deságua no Oceano Atlântico junto ao rio Tocantins no Delta do Amazonas, no norte brasileiro. Ao longo de seu percurso recebe, ainda no Peru, os nomes de Carhuasanta, Lloqueta, Apurímac, Rio Ene, Rio Tambo, Ucayali e Amazonas (Peru). Entra em território brasileiro com o nome de rio Solimões
finalmente, em Manaus, após a junção com o Rio Negro, recebe o nome de Amazonas e como tal segue até a sua foz no Oceano Atlântico. Por muito tempo acreditou-se ser o rio Amazonas o mais caudaloso do mundo, porém o segundo maior em comprimento (o mais extenso acreditava-se então ser o rio Nilo). Após análise detalhada, técnicos do INPE, todavia, apuraram que o rio Amazonas tem de fato 6.937,08 km de extensão, superando o rio Nilo em cerca de 140km [2][3][4] Centro da maior bacia hidrográfica do mundo, ultrapassando os 7 milhões de km², a maior parte do rio está inserida na planície sedimentar Amazônica, embora a nascente em sua totalidade seja acidentada e de grande altitude. Marginalmente, a vegetação ribeirinha é, em sua maioria exuberante, predominando as florestas equatoriais da Amazônia.[5] A área coberta por água no rio Amazonas e seus afluentes mais do que triplica durante as estações do ano. Em média, na estação seca, 110.000 km² estão submersos, enquanto que na estação das chuvas essa área chega a ser de 350.000 km². No seu ponto mais largo atinge na época seca 11 km de largura, que se transformam em 50 km durante as chuvas. Uma pesquisa recente, realizada pelo IBGE em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com a Agência Nacional de Águas, e o Instituto Nacional Geográfico do Peru (IGN), revelou que o Amazonas tem um comprimento de 6.992 km e mais de mil afluentes, e portanto maior que o Nilo com seus 6.852 km de extensão, sendo então o mais longo rio do mundo. Sua bacia hidrográfica é a maior do mundo, com uma superfície de aproximadamente sete milhões de km². O Amazonas é de longe o rio mais caudaloso do mundo, com um volume de água cerca de 60 vezes o do rio Nilo. Diversas fontes afirmavam que a nascente do rio Amazonas estava nas cabeceiras do rio Marañon. Porém, devido às novas pesquisas, os cientistas peruanos e brasileiros (expedição científica em 2007 com IBGE, INPE, ANA, IGN) descobriram que sua nascente tem por origem a laguna McIntyre no Nevado Mismi ao sul do Peru.[carece de fontes?] A quantidade de água doce lançada pelo rio no Atlântico é gigantesca: cerca de 209 000 m³/s[6],[carece de fontes?] ou um quinto de toda a água fluvial do planeta. Na verdade, o Amazonas é responsável por um quinto do volume total de água doce que deságua em oceanos em todo o mundo. Diz-se[quem?] que a água ainda é doce mesmo a quilômetros de distância da costa, e que a salinidade do oceano é bem mais baixa que o normal 150 km mar adentro. Fonte: Arturo Meio Ambiente e Wikipédia.

terça-feira, 1 de junho de 2010

RIO PARAÍBA, LAGOAS, MAR E RESTINGA

Foto: Lagoa de Quipari, Mar Grussaí e Porto do Açu. A Revolução Industrial representou a mundialização e a consolidação do capitalismo como sistema dominante no espaço mundial. Com o desenvolvimento do capitalismo, os impactos ambientais passaram a crescer em ritmo acelerado, assumindo uma nova dimensão.
“PATRICK GEDDES, ESCOCÊS, CONSIDERADO O ‘PAI DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL’, JÁ EXPRESSAVA A
SUA PREOCUPAÇÃO COM OS EFEITOS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, INICIADA EM 1779, NA
INGLATERRA, PELO DESENCADEAMENTO DO PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E SUAS
CONSEQUÊNCIAS PARA O AMBIENTE NATURAL”. (DIAS, 2006, p. 76)
Desde o período inicial de ocupação do território brasileiro, as regiões costeiras
foram uma das mais impactadas pela ocupação desordenada, principalmente o ecossistema
conhecido por restinga.
As planícies de restinga formaram-se depois de uma transgressão marinha, a partir
do momento que o mar começou a recuar, possibilitando a deposição de sedimentos junto à linha de costa, formando os cordões arenosos litorâneos recobertos por vegetação de restinga.
A restinga ocupa grandes extensões do litoral, sobre dunas e planícies costeiras.
Refere-se a um tipo de depósito arenoso costeiro, sendo de origem quartenária. Inicia-se junto à praia, com gramíneas e vegetação rasteira, e torna-se gradativamente mais variada e desenvolvida à medida que avança para o interior. A vegetação típica da restinga é composta por cactos, orquídeas, bromélias... Contudo, esta formação encontra-se atualmente muito devastada e ameaçada pelos efeitos nocivos da crescente urbanização, como é o caso da restinga de Quipari.
A área em torno da restinga de Iquipari está sendo loteada, e este loteamento está
muito próximo à restinga. Além disso, na área em torno da restinga há muito lixo e também a presença de muitos bovinos e caprinos que utilizam este espaço para pastar, contribuindo dessa forma, para a aceleração da degradação da área.
Destarte, a urbanização caminha a passos largos, o que poderá ocasionar muitos
impactos ambientais, colocando em risco a própria existência da restinga e da Lagoa de Quipari.
O complexo lagunar Grussaí/Quipari, localiza-se no Norte Fluminense, no município
de São João da Barra, no Estado do Rio de Janeiro, na posição (21º 44’S; 41º02’O). Este santuário ecológico é considerado uma das últimas áreas remanescentes de restinga que se encontram praticamente preservadas no Estado do Rio de Janeiro.
“A LAGUNA DE QUIPARI, SITUADA NO MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DA BARRA, RJ, É UM SISTEMA DERIVADO DO BARRAMENTO NATURAL DE UM PEQUENO CURSO D’ÁGUA DE SEGUNDA ORDEM, O RIO IQUIPARI, QUE POR SUA VEZ, É UM SISTEMA RESULTANTE DE CANAIS ABANDONADOS NA REGIÃO DELTAICA DO RIO PARAÍBA DO SUL”. (AMADOR, 1986; SOFFIATI 1995 e 1998 apud BIDEGAIN; BIZERRIL; SOFFIATI; 2002 ).
A rica paisagem do Estado do Rio de Janeiro é formada por planícies aluviais,
tabuleiros, colinas, serras... destacando-se a bela restinga de Quipari, que contrasta ao fundo com a Serra do Mar.
O mapa 1 demonstra mais detalhadamente a localização do Complexo Lagunar
Grussaí/Quipari:
A laguna de Iquipari sofre com as intervenções antrópicas. A abertura irregular da
barra da Laguna de Quipari traz conseqüências como o aumento do teor de salinidade da laguna, além de alterar as espécies do ecossistema. Nesta laguna, encontra-se um tipo de mangue que não é comum naquele local, chamado de mangue branco, pois ele tem muitas pintas brancas e provavelmente se desenvolveu naquele local devido à alta salinidade da laguna. Mas, a barra da laguna também é aberta pelos órgãos ambientais:
“A ABERTURA DA BARRA DA LAGOA DE QUIPARI REALIZADA EM SETEMBRO DE 1996 FOI ACOMPANHADA PELAS INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS RESPONSÁVEIS PELA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL DA REGIÃO E ESTUDADA QUANTO AOS ASPECTOS LIMNOLÓGICOS, FAUNÍSTICOS E FLORÍSTICOS. DURANTE OS DOZE DIAS EM QUE A BARRA PERMANECEU ABERTA, FORAM OBSERVADAS ALTERAÇÕES SIGNIFICATIVAS NAS CARACTERÍSTICAS DA ÁGUA, DEPLEÇÃO COMPLETA NO VOLUME DE ÁGUA NA REGIÃO SUL DA LAGOA E PARCIAL NA REGIÃO MEDIANA GRANDE PERDA DE BIOMASSA VEGETAL, MORTANDADE EXPRESSIVA DE ESPÉCIES DE PEIXES DULCIAQÜÍCOLAS E REDUZINDO INCREMENTO FAUNÍSTICO VIA IMIGRAÇÃO DE PEIXES MARINHOS”. (LIMA; BIZERRIL; CANIÇALI; SUZUKI; ASSUMPÇÃO; (2001)
O processo de abertura da barra da lagoa também ocorre naturalmente. Sazonalmente ela arrebenta o cordão arenoso, ocorrendo uma troca de espécies e de água salgada e doce. A Foto 1 ilustra a barra da laguna de Quipari: Durante a pesquisa de campo, algumas paradas foram realizadas em pontos e áreas estratégicas da restinga, caracterizando as principais características dessas áreas.
Na primeira parada, próxima ao mar, observou-se que o substrato do solo arenoso é
extremamente seco, formado por deposição de areia, avançando sobre o substrato de
origem continental, que raramente se torna úmido. Essas intempéries limitam o
desenvolvimento de certo tipos de plantas e a ocorrência de certos grupos de animais.
Nessa área, praticamente não existe vegetação, a diversidade de espécies é baixíssima.
Encontramos na 1º parada pouquíssima vegetação, só uma espécie de vegetação
rasteira (capim) que raramente é encontrado nesse local. Observamos também, que essa
espécie possuía raízes longas. Como o solo é muito seco, as longas raízes têm como
função buscar água em áreas mais profundas no subsolo.
É importante destacar que essa espécie tem um nível de tolerância muito alto, pois
as condições climáticas dessa área não são nada favoráveis para o seu desenvolvimento. O capim se espalha com facilidade, porém neste ponto as condições não são muito propícias.
Por isso, não encontramos nessa área espécies como bromélias, aroeiras... o solo é muito pobre, e as intempéries são bem agressivas.
Nessa área próxima ao mar, é baixíssima a diversidade de espécies animais e
vegetais por metro quadrado, ou seja, praticamente não existe biodiversidade entre as
espécies. Com isso, observa-se uma zonação no sentido oceano-continente que pode ser
notado, como por exemplo, no aumento do número de espécies e na altura da vegetação
quanto maior for à distância da restinga em relação ao mar.
Na 2º parada, em uma área um pouco mais afastada do mar, impactos recentes
puderam ser observados na área de estudo, como a construção de uma estrada que corta
uma área próxima ao mar, onde já se encontra uma vegetação rasteira e alguns arbustos, ou seja, a estrada corta uma área que pode ser considerada o início da restinga, o que demonstra que essa estrada foi construída sem qualquer tipo de planejamento ambiental, sendo que a referida estrada é feita de um substrato, uma terra vermelha que difere da composição do solo da restinga, que é arenoso. Essa estrada é composta por um substrato estranho para aquela região, o que acaba sendo uma barreira principalmente para o desenvolvimento de algumas espécies vegetais.
As fotos abaixo demonstram diversos fatores que contribuem para a degradação da restinga:
Além disso, pode-se observar na área em torno da restinga, muitos cavalos e caprinos pastando, contribuindo para a aceleração da degradação da área. Observamos também muito lixo nessa área de estudo, o que demonstra que não existe qualquer tipo de conscientização tanto por parte da população quanto pelo poder público. Tanto que nessa área observamos a construção de alguns quiosques, provavelmente irregulares em torno da lagoa de Quipari, o que reafirma a total falta de planejamento ambiental desse santuário ecológico, sendo que: Na 3º parada, já estávamos dentro da restinga. Encontramos uma vegetação arbustiva, com ramos retorcidos, formando moitas, além de encontrarmos muitas espécies cactáceas. Observamos uma rica diversidade em espécies por metro quadrado nessa área, bem diferente da diversidade de espécies por metro quadrado nas primeiras paradas.
Conforme íamos adentrando a restinga, a densidade e a biodiversidade por metro
quadrado só ia aumentando. A vegetação ficou muita densa. Encontramos bromélias,
grandes moitas e também uma vegetação arbórea. A quantidade de matéria orgânica
encontrada era muito maior do que nas 2 primeiras paradas. Verificamos que o local é muito quente e seco. Podemos notar também o microclima na sombra de uma vegetação arbórea (a temperatura era muito mais amena e agradável e o solo era úmido), sendo que surpreendentemente há poucos centímetros o solo chegava a ser frio e gelado.
Fonte: Rafael Corrêa- Gracieli Vargas de Almeida- Fotos- Arturo em 01/06/2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

FALANDO UM POUCO DO RIO PARAÍBA

Fotografia da Praia de Atafona, na foz do Rio Paraíba do Sul, notamos a coloração da água, barrenta (turva)das águas do rio paraíba encontrando o mar de Atafona (Pontal de Atafona), é lindo! merece uma reportagem do Jornal o Rebate que tem 78, anos de história, muito bom.
Para compreender a ligação entre o rio Paraíba do Sul, a lagoa Feia e o rio Guaxindiba, não basta recorrer à geologia, à hidrologia e à limnologia, todas elas áreas respeitáveis de saber. Cabe também – e principalmente – inserir o conjunto numa perspectiva histórica. Para as ciências da natureza, a história costuma ter apenas um valor ilustrativo. Geralmente, um capítulo de história é incluído nos estudos para enfeitar. Ressalto que a dimensão temporal traz uma inestimável contribuição explicativa. Numa abordagem multi, inter e transdisciplinar, ela não pode ser ignorada. Graças aos estudos históricos de geologia e hidrologia, podemos levantar as seguintes conclusões a título de tese:
1- O rio Paraíba do Sul formou a lagoa Feia e ajudou, juntamente com o mar, a construção da grande restinga que ele corta e que ampliou ligeiramente a foz do rio Guaxindiba.
2- As ligações entre os três sistemas permitem falar de uma grande zona deltaica originalmente com várias saídas para o mar, dentre elas, as do Guaxindiba, do Paraíba, das atuais lagoas de Grussaí e Iquipari, do rio Iguaçu (hoje lagoa do Açu) e da lagoa do Lagamar.
FOTO LAGOA DE GRUSSAÍ: EM 15/05/2010.
3- Pensando de forma complexa, a margem esquerda da foz do Paraíba se estende até a margem direita da foz do rio Guaxindiba, hoje roubada pelo canal Engenheiro Antonio Resende. A margem direita da foz do Paraíba deve ser estabelecida na extremidade oeste da lagoa da Ribeira, que, no passado, formava uma lagoa só com a Feia.
4- Assim, o divisor de águas do sistema Paraíba, em seu trecho final, à margem direita, é a lagoa da Ribeira. Pela margem esquerda, é o rio Guaxindiba. Os antigos sistemas hídricos de Manguinhos, Ilha, Buena, Tatagiba, Guriri e lagoas Doce e Salgada devem ficar na Região Hidrográfica da bacia do rio Itabapoana.
5- A RH 09 engloba o rio Paraíba do Sul a partir do município de Itaocara, os rios Pomba e Muriaé, seus afluentes pela margem esquerda, todo o conjunto da lagoa Feia, com os rios Imbé, Urubu, Preto, Ururaí, da Prata, Macabu e Guaxindiba, as lagoas de Cima, Feia, da Ribeira, do Açu, de Iquipari e de Grussaí, além das lagoas dentro de Região Hidrográfica 09.
FOTO LAGOA DE IQUIPARI: EM 16/05/2010.
alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475959676272186098" />6- O comitê e a agência de bacia devem ser federais para o rio Paraíba e para a lagoa Feia. O Grupo de Ação Integrada é ilegal e deve ser extinto. Os governos federal, estadual (SERLA) e municipais, os pescadores, os ruralistas, as associações de moradores e de ambientalistas, as empresas usuárias de águas etc devem se unir para fortalecer o Consórcio do Baixo Paraíba.
FOTO LAGOA DO AÇU: EM 05/10/2009
7- No âmbito da RH 09, o rio Guaxindiba pode ter um subcomitê estadual. Poder-se-ia pensar o mesmo para os rios Macabu e Imbé, mas, no caso de ambos, deve prevalecer a orientação prática de integrantes da RH.
8- Embora sejam afluentes do Paraíba, os rios Piabanha e Grande correm inteiramente em território fluminense. Por esta razão, mereceram a condição de rios principais das RHs 04 e 07. Na mesma situação está o rio do Colégio. Ele flui totalmente no interior do Estado e desemboca no Paraíba pela margem direita. Desconhecido, mas importante, parece que ele ficou na RH 09. Deixa quieto.
Fonte: Jonal Rebate, fotos Arturo

sábado, 22 de maio de 2010

MINHA TERRA

O estado do Rio faz parte do bioma da Mata Atlântica brasileira, tendo em seu relevo montanhas e baixadas localizadas entre a Serra da Mantiqueira e Oceano Atlântico, destacando-se pelas paisagens diversificadas, com escarpas elevadas à beira-mar, restingas, baías, lagunas e florestas tropicais. Fazendo divisa com os estados de Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais, o Rio de Janeiro é um dos menores estados do país e o menor da região Sudeste. O município mais setentrional do estado é Varre-Sai e o mais meridional é a cidade de Paraty.
Possui uma costa com 635 quilômetros de extensão, banhados pelo Oceano Atlântico, sendo superada em tamanho apenas pelas costas da Bahia e Maranhão.
Clima tropical na capital fluminense.
Predominam no estado do Rio de Janeiro os climas tropical (baixadas) e tropical de altitude (planalto). Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, domina o clima tropical semi-úmido, com chuvas abundantes no verão, que é muito quente e invernos secos, com temperaturas amenas. A temperatura média anual é de 22°C a 24°C e o índice pluviométrico fica entre 1.000 a 1.500 milímetros anuais. Nos pontos mais elevados da região serrana, limite entre a Baixada Fluminense e a Serra Fluminense, observa-se o clima tropical de altitude, mas com verões um pouco quentes e chuvosos e invernos frios e secos. A temperatura média anual é de 16°C. Na maior parte da Serra Fluminense, o clima também é tropical de altitude, mas com verões variando entre quentes e amenos e na maioria das vezes, chuvosos, e invernos frios e secos, com índice pluviométrico elevado, se aproximando dos 2.500 mm anuais em alguns pontos. Nas Baixadas Litorâneas, a famosa Região dos Lagos, o clima é tropical marítimo, com média anual de cerca de 24°C com verões moderadamente quentes, mas amenizados devido ao vento do mar e invernos amenos.Também é devido ao vento frio trazido pela Corrente das Malvinas vindo do mar que esta região é uma das mais secas do Sudeste, com precipitação anual de apenas cerca de 750mm em cidades como Arraial do Cabo, Cabo Frio e Armação dos Búzios, e não passando de cerca de 1.100 mm nas cidades mais chuvosas da região, Maricá e Saquarema.
Ocasionalmente, podem ocorrer precipitações de neve nas partes altas do Parque Nacional do Itatiaia, onde está situado o Pico das Agulhas Negras. Em 1985, foi registrada uma abundante nevada nas proximidades deste pico, com acumulações de 1 metro em certos pontos. Até hoje, o recorde oficial de menor temperatura já registrada deu-se no Campo dos Afonsos (4,8 °C), em julho de 1928, e o de maior, foi em Bangu, zona oeste da cidade, em janeiro de 1984, quando foi aferida a temperatura de 43,1ºC. Floresta da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.
Devido à ocupação agropastoril, o desmatamento modificou sensivelmente a vegetação original do estado. Atualmente, as florestas ocupam um décimo do território fluminense, concentrando-se principalmente nas partes mais altas das serras. Há grandes extensões de campos produzidos pela destruição, próprios para a pecuária, e, no litoral e no fundo das baías, registra-se a presença de manguezais (conjunto de árvores chamadas mangues, que crescem em terrenos lamacentos).Paraíba do Sul, no distrito de Três Irmãos, na cidade de Cambuci.
O rio Paraíba do Sul é o principal rio do estado. Nasce em Taubaté e desemboca no Oceano Atlântico — como a maior parte dos rios fluminenses —, na altura de São João da Barra. Seus principais afluentes, no estado, são o Paraibuna, Pomba e o Muriaé que possui um importante afluente, o Carangola, subafluente do rio Paraíba do Sul, pela margem esquerda, o Piabinha e o Piraí pela margem direita. Além do Paraíba do Sul, destacam-se. de norte para sul, os rios Itabapoana, que marca fronteira com o Espírito Santo, o Macabu, que deságua na lagoa Feia, o Macaé, o São João, o rio Macacu, o Majé e o Guandu.
O litoral fluminense é pontilhado por numerosas lagoas, antigas baías fechadas por cordões de areia. As mais importantes são as lagoas Feia, a maior do estado, Araruama, Saquarema, Maricá, Marapendi, Jacarepaguá e Rodrigo de Freitas, as três últimas no município do Rio de Janeiro.
Urca e Copacabana vistas do Pão de Açúcar.
O litoral do Rio de Janeiro é extremamente recortado. Os principais acidentes são a baía da Ilha Grande, a Ilha Grande, a restinga da Marambaia, a baía de Sepetiba e a baía de Guanabara, onde se destaca na paisagem a Enseada de Botafogo. Há um total de 365 ilhas espalhadas pela costa somente na cidade de Angra dos Reis e 65 na baía de Paraty.
De um modo geral, os solos fluminenses são relativamente pobres. Os solos mais propícios à utilização agrícola encontram-se em Campos dos Goytacazes, Cantagalo, Cordeiro e em alguns municípios do vale do rio Paraíba do Sul.
Existem no estado duas unidades de relevo: a Baixada Fluminense, que corresponde às terras situadas em geral abaixo de 200m de altitude, e o Planalto ou Serra Fluminense, acima de 200 metros.
Pico das Agulhas Negras, o ponto mais alto do estado do Rio de Janeiro.
A Baixada Fluminense acompanha todo o litoral e ocupa cerca de metade da superfície do estado. Apresenta largura variável, bastante estreita entre as baías da Ilha Grande e de Sepetiba, alargando-se progressivamente no sentido leste, até o rio Macacu. Nesse trecho, na capital, erguem-se os maciços da Tijuca e da Pedra Branca, que atingem altitudes um pouco superiores a 1.000 metros. Da baía da Guanabara até Cabo Frio, a baixada volta a estreitar-se numa sucessão de pequenas elevações, de 200 a 500 metros de altura, os chamados maciços litorâneos fluminenses. A partir de Cabo Frio, alarga-se novamente, alcançando suas extensões máximas no delta do rio Paraíba do Sul.
O Planalto ou Serra Fluminense ocupa o interior do estado, por isso está localizado entre a Baixada Fluminense, ao sul e o vale do rio Paraíba do Sul. A elevação da Serra do Mar, ao norte da baixada, forma o seu rebordo. A Serra do Mar recebe diversas denominações locais: serra dos Órgãos, com o Pico Maior de Friburgo (2.316 metros), a Pedra do Sino (2.263 metros) e Pedra-Açu (2.232 metros), das Araras, da Estrela e do Rio Preto. A serra da Mantiqueira cobre o noroeste do estado, ao norte do vale do rio Paraíba do Sul, onde é paralela à Serra do Mar. O ponto mais alto do Rio de Janeiro, pico das Agulhas Negras (2.791 metros) localiza-se no maciço de Itatiaia, que se ergue da serra da Mantiqueira. Para o interior, o planalto vai diminuindo de altitude, até chegar ao vale do rio Paraíba do Sul, onde a média cai para 250 metros. A nordeste, observa-se uma série de morros e colinas de baixas altitudes.
FONTE: Jornal Tribuna de Petrópolis, Fotos: Arturo em 02/05/2010

ESSE É O CAMINHO

Como atividade inicial do Projeto de Recuperação da Mata Ciliar, a Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo de São José do Rio Preto se reuniu nesta quinta-feira (20/5) com cerca de 40 produtores rurais do Distrito de Engenheiro Schimtt, que possuem propriedades ao longo do córrego do Cedro, para propor a implantação de um programa que visa recuperar a nascente do córrego e a mata ciliar.
Além de servir como projeto piloto, a iniciativa entra também como uma das diretivas do Projeto Município Verde Azul, do Governo Estadual. “A recomposição dos mananciais é uma preocupação atualmente no mundo todo, não só aqui. E os benefícios gerados também são para todos, não somente aos produtores rurais. Este trabalho é importante porque servirá de modelo para produtores de outras regiões”, explica o secretário, José Carlos de Lima Bueno.
Os três engenheiros agrônomos da Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo, Hermes Gelsi Júnior, Rodrigo Bega e Érico Trindade, explicaram aos produtores a necessidade de conservar a mata ciliar que funciona como filtro, retendo defensivos agrícolas, poluentes e detritos de erosão que seriam transportados para o córrego, prejudicando assim a qualidade e quantidade da água.
O projeto será desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo em parceria com o Semae – Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto, Polícia Ambiental e Promotoria do Meio Ambiente.
Os produtores rurais que aceitaram participar do projeto assinaram um termo de autorização, permitindo que a Prefeitura entre em suas propriedades e cerquem a área para o plantio de mudas.
“Devemos agradecer à Prefeitura por esta iniciativa. Sozinhos, não teríamos condições de fazer este trabalho, que estará preservando água para a população de Rio Preto e futuras gerações”, afirma o produtor rural Nilton Alves.
De acordo com levantamento da Secretaria, a composição da mata necessita de 40 mil árvores. Nesta primeira etapa, serão plantadas 26 mil mudas de espécies nativas, doadas pelo Semae, que se comprometeu em fazer a manutenção do local durante dois anos, quando as árvores atingirem 1,5 metro de altura.
O cronograma de execução do projeto prevê que, nos próximos meses, por causa do período de temperaturas baixas, será possível iniciar o plantio em áreas próximas às margens.
Rio Preto possui mais de 100 pequenas bacias hidrográficas. O trabalho será estendido posteriormente a outras regiões do município que possuem sinais de degradação ambiental. (Com Assessoria de Imprensa)
FONTE: GN Grupo Noticia.
E O NOSSO MAJESTOSO RIO PARAÍBA DO SUL QUE NASCE LA NA SERRA DA BOCAINA NA JUNÇÃO DO RIO PARAITINGA E PARAIBUNA SP E DESAGUA EM ATAFONA, MUNICIPIO DE SÃO JOÃO DA BARRA.
E hoje o que encontramos: as construções irregulares são um dos principais fatores que resultam no alagamento de áreas habitadas ao longo de todo o trajeto do Rio Paraíba do Sul. O mais curioso é que as inundações são mais frequentes justamente no estado do Rio, onde é maior a incidência de ocupações irregulares, desde a divisa com o estado de São Paulo até a foz do Paraíba, no Norte Fluminense e São Paulo o maior poluidor, A Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo não fiscaliza devidamente suas indústrias e nem informa ao Rio o veneno que nos exporta. A Feema não monitora o reservatório do Funil há vários anos, e Furnas, que o explora, deveria pedir compensação a São Paulo e limpar seu fundo. A poluição industrial do médio Paraíba ainda é inaceitável. São dezenas de indústrias químicas e siderúrgicas que contaminam nossas águas, antes de Santa Cecília, na captação do rio Guandu, que abastece 9 milhões de pessoas.
Em nossa região (Norte Fluminse)estamos tentando melhorar e acabar com as construções irregulares, é muito complicado, mas dentro do possível vamos melhorar.
FONTE: Fotos Arturo

quarta-feira, 19 de maio de 2010

E ASSIM É A LEI:

LEI No 650, de 11 de janeiro de 1983 Dispõe sobre a política estadual de defesa e proteção das bacias fluviais e lacustres do Rio de Janeiro O Governador do Estado do Rio de Janeiro.
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta, e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o - O Poder Executivo estabelecerá a política estadual de defesa e proteção das bacias fluviais e lacustres do Estado do Rio de Janeiro, bem como a preservação dos mananciais hídricos, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação.
Art. 2o - A política estadual de defesa e proteção dos lagos e cursos d’água, bem como das terras marginais às coleções de água do domínio estadual, tem por objetivo o estabelecimento de normas de proteção, conservação e fiscalização dos lagos, estuários, canais e cursos d’água sob jurisdição estadual, visando à preservação do meio ambiente e da utilização racional dos recursos naturais do Estado.
Art. 3o - Consideram-se instrumentos de controle do sistema de proteção dos lagos e cursos d’água o Projeto de Alinhamento de Rio - PAR, o Projeto de Alinhamento de Orla de Lago - PAO e a Faixa Marginal de Proteção - FMP.
Parágrafo único - A Faixa Marginal de Proteção - FMP, nos limites da definição contida no artigo 2o da Lei no 4771(1), de 15 de setembro de 1965, será demarcada pela Superintendência Estadual de Rios e Lagoas - SERLA, obedecidos os princípios contidos no artigo 1o do Decreto-Lei no 134(2), de 16 de junho de 1975, e artigos 2o e 4o da Lei no 6.938(3), de 31 de agosto de 1981, na largura mínima estabelecida no artigo 14 do Decreto no 24.643, de 10 de junho de 1934.
Art. 4o - A consecução dos objetivos mencionados no artigo 2o desta Lei compreende o conjunto de diretrizes administrativas e técnicas destinadas a fixar a ação governamental:
I - sobre as interferências dos diversos processamentos urbanos e rurais de ocupação da terra;
II - no controle de erosão e do transporte de sólidos nos cursos de água, lagoas e suas bacias, estuários e iguais costeiras intervenientes; III - na conservação dos rios, canais, galerias, lagos e lagoas e seus estuários;
IV - na política de conservação da água na natureza, envolvendo a proteção dos mananciais de água superficial e de água subterrânea,
Art. 5o - Para os fins do disposto no artigo anterior, à SERLA compete o Poder de Policia e medidas técnico-administrativas sobre as terras marginais e cursos ou coleções de água do domínio estadual, sobre as faixas marginais de servidão pública e sobre os álveos dos cursos de águas, lagoas e seus estuários, bem como sobre suas bacias fluviais e lacustres e respectivos mananciais.
Art. 6o - As pessoas físicas ou jurídicas, inclusive as entidades da Administração Indireta Estadual ou Municipal, que pretendam executar obras ou serviços que, de qualquer forma, interfiram nos lagos, nos canais ou nas correntes sob jurisdição estadual, nos terrenos reservados, nas faixas de servidão de trânsito, ou nas Faixas Marginais de Proteção - FMP já demarcadas pela SERLA, deverão, sob pena de responsabilidade:
I - submeter à aprovação da SERLA, anteriormente à sua execução, os respectivos projetos, planos, especificações e dados característicos;
II - obter prévia autorização da SERLA para a execução das referidas obras ou serviços.
Art. 7o - As pessoas físicas ou jurídicas que infringirem as normas de defesa e proteção das lagoas e cursos d’água pública e/ou sob jurisdição estadual, ou qualquer dispositivo desta Lei e seus regulamentos, sujeitam-se às seguintes penalidades:
I - multas;
II - interdição.
§1o - A regulamentação da presente Lei disporá sobre a aplicação das penalidades e fixará o valor das multas aplicáveis em cada caso, que poderão ser estipuladas por períodos diários de infração.
§2o - As multas variarão de 1 (uma) a 1.000 (mil) UFERJ’s, e serão aplicadas pelo Presidente ou pelo Plenário da CECA ou por quem deles tenha recebido delegação de competência.
§3o - A reincidência, o manifesto dolo, fraude ou má-fé constituem circunstâncias agravantes, que poderão elevar a multa ao grau máximo e, nos casos mais graves, justificarão a interdição, conforme se disporá em regulamento.
§4o - As penalidades previstas neste artigo poderão ser aplicadas a um mesmo infrator, isolada ou cumulativamente.
Art. 8o - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Diz a Lei: Faixa Marginal de Proteção.
As Faixas Marginais de Proteção de rios, lagos, lagoas e reservatórios d’água são faixas de terra necessárias à proteção, à defesa, à conservação e operação de sistemas fluviais e lacustres, determinadas em projeção horizontal e considerados os níveis máximos de água (NMA), de acordo com as determinações dos órgãos federais e estaduais competentes (Lei Estadual N ° 1.130/87)
Faixa Marginal de Proteção
As Faixas Marginais de Proteção de rios, lagos, lagoas e reservatórios d’água são faixas de terra necessárias à proteção, à defesa, à conservação e operação de sistemas fluviais e lacustres, determinadas em projeção horizontal e considerados os níveis máximos de água (NMA), de acordo com as determinações dos órgãos federais e estaduais competentes (Lei Estadual N ° 1.130/87)
Assegurar uma área que permita a variação livre dos níveis das águas, em sua elevação ordinária;
Acesso livre à operação de máquinas para execução de serviços de dragagem, limpeza e outros necessários à melhor drenagem fluvial;
Permitir contemplação paisagística, proporcionando uma melhor qualidade de vida;
Garantir condições para a proteção da mata ciliar.
Proteção e suporte das margens, evitando a erosão das mesmas e consequente assoreamento a jusante;
Contenção de sedimentos oriundos de processos erosivos de solos vulneráveis pela retirada da cobertura vegetal da bacia hidrográfica, que são carreados aos corpos hídricos pelas águas pluviais;
Retenção de agro-químicos (agrotóxicos e fertilizantes);
Papel fundamental na integração dos ecossistemas aquáticos e terrestres como parte da ciclagem de nutrientes (ciclos biogeoquímicos) contribuindo de forma significativa com a salubridade do corpo hídrico;
Manutenção da biodiversidade.
Preservar as margens ainda em estado natural;
Conservar as margens alteradas, mas em boas condições ambientais;
Garantir em áreas degradadas o espaço das margens a serem revitalizadas;
Definir a área passível de fiscalização pelo INEA;
Permitir a visualização dos limites da FMP ao cidadão comum.
CÓDIGO FLORESTAL
LEI 4.771/65 DE 15 DE SETEMBRO 1965
Atualizada em 06.01.2001
Art. 2º - Consideram-se de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:
a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima seja:
1 - de 30 m (trinta metros) para os cursos d'água de menos de 10 m (dez metros) de largura;
2 - de 50 m (cinqüenta metros) para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 m (cinqüenta metros) de largura;
3 - de 100 m (cem metros) para os cursos d'água que tenham de 50 (cinqüenta) a 200 m (duzentos metros) de largura;
4 - de 200 m (duzentos metros) para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 m (seiscentos metros) de largura;
5 - de 500 m (quinhentos metros) para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 m (seiscentos metros).
FONTE: IBAMA - INEA. Foto Arturo- Lagoa do Açu em 03/06/2009

VAI MELHORAR

VII Seminário Técnico Científico de Análise de Dados
O Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), realizam nos dias 20 e 21 de maio, o VII Seminário Técnico Científico de Análise dos Dados do Desmatamento que reúne pesquisadores de instituições públicas e privadas que atuam com o tema de prevenção e controle do desmatamento na Amazônia.
O Seminário destina-se a debater e identificar oportunidades para o aprimoramento das metodologias de avaliação do desmatamento na região Amazônica, bem como identificar mudanças na dinâmica desse problema ambiental, que, em 2009, apresentou uma taxa de 7.462Km², de acordo com os dados consolidados do Sistema PRODES. Em sua 7ª edição, o Seminário vem se consolidando em um espaço de debates qualificados, que tem contribuído significativamente para a consolidação das políticas de redução do desmatamento.
O secretário adjunto de Qualidade Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Salatiel Araujo, vai participar dos dois dias de seminário.
No seminário serão analisados os dados do desmatamento de 2009 produzidos no âmbito do “Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal” (Sistema PRODES/INPE). Ao longo dos anos, o Seminário Técnico Científico tem reunido representantes de instituições de pesquisa e de órgãos públicos, federais e estaduais, todos envolvidos com a problemática do desmatamento.
Os objetivos deste seminário é identificar os principais desmatamentos, as tendências e os cenários para a região amazônica, verificar novas frentes de desmatamento e debater e identificar oportunidades para o aprimoramento das metodologias de avaliação do desmatamento na região.
O evento será realizado no Like Side Hotel. Os interessados em participar deverão encaminhar mensagem para o e-mail: dpcd@mma.gov.br. As vagas são limitadas e terão preferência pesquisadores e técnicos que atuam na área.
Com informações do Ministério do Meio Ambiente (MMA)
Fonte: DIA-DIA NEWS